Bitcoin (BTC) cai quase 5% na semana com perspectivas negativas aumentando; veja o que foi destaque na semana das criptomoedas
O Bitcoin (BTC) caminha para fechar a semana com uma queda de cerca de 5%, consolidando o patamar semanal de US$ 77 mil ao longo dos últimos dias.
O mercado global de criptomoedas recua nos últimos sete dias, após uma mistura de poucas notícias que mexem com o setor e temores envolvendo o futuro dos juros e da liquidez global.
No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam no positivo. O mercado europeu avança, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura de alta.
Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Ativo | Preço | 24h | 7d | YTD |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 77.213,88 | -0,04% | -4,21% | -11,77% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.120,75 | 0,29% | -6,08% | -28,52% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 0,9988 | -0,02% | -0,08% | 0,03% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 655,94 | 1,26% | -4,75% | -24,01% |
| 5 | XRP (XRP) | US$ 1,35 | -0,43% | -7,74% | -26,13% |
| 6 | USDC (USDC) | US$ 0,9995 | -0,01% | 0,00% | 0,01% |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 86,88 | 1,37% | -4,84% | -30,20% |
| 8 | TRON (TRX) | US$ 0,3646 | 1,01% | 3,63% | 28,27% |
| 9 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,1057 | 1,51% | -7,96% | -9,82% |
| 10 | Hyperliquid (HYPE) | US$ 59,19 | 3,15% | 30,92% | 132,78% |
A semana do Bitcoin (BTC)
Os últimos dias podem ser definidos com um roteiro claro: queda no início da semana, seguida por estabilização e, por fim, um período de consolidação de preços, marcado pela ausência de catalisadores e pela influência dominante do cenário macroeconômico.
O começo da semana foi marcado pelo vencimento de cerca de US$ 4 bilhões em opções do ETF IBIT, o maior de BTC dos Estados Unidos, que aumentou a volatilidade ao longo do fim de semana.
Ao mesmo tempo, o ambiente internacional contribuía para o mau humor, com bolsas em queda e os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA voltando a subir, o que tende a reduzir a liquidez global. Esse comportamento revelou uma mudança importante na dinâmica do mercado.
Com a ausência de novos gatilhos específicos para criptoativos, investidores passaram a olhar com mais atenção para o cenário macroeconômico, especialmente para o mercado de dívida soberana.
Ao longo da semana, os rendimentos dos Treasuries avançaram e entraram, segundo bancos como Morgan Stanley e HSBC, em uma “zona de perigo” capaz de pressionar ativos de risco globalmente. O Treasury de 10 anos superou 4,5%, enquanto o de 30 anos voltou a ultrapassar 5%, em um movimento que reforça o encarecimento do custo de capital no mundo.
Na prática, o efeito desse cenário foi direto para o mercado de criptomoedas. Com juros mais elevados, o fluxo de capital tende a migrar para ativos considerados mais seguros, reduzindo o apetite por risco.
Assim, o Bitcoin passou a operar de forma cada vez mais atrelada às condições de liquidez global, abandonando — ao menos no curto prazo — narrativas próprias do setor.
Nem mesmo eventos relevantes, como a divulgação dos resultados da Nvidia, considerada um dos principais termômetros do setor de tecnologia, conseguiram gerar impacto significativo nos preços.
Assim, o Bitcoin termina a semana sem destaques relevantes, de olho nos indicadores norte-americanos da próxima semana: o PCE, índice de inflação preferido do Federal Reserve para balizar a decisão sobre juros, e uma bateria de outros indicadores das principais economias do globo.