BrasilAgro (AGRO3) reverte prejuízo e lucra R$ 81,3 milhões no 1T27
A BrasilAgro (AGRO3) reportou um lucro líquido de R$ 81,3 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/2027 (1T27), contra um prejuízo de R$ 64,3 milhões registrado no mesmo período
do ano anterior (1T26). Os números foram divulgados na noite de ontem (3).
A Receita Líquida Total somou R$ 351,7 milhões, alta de 16% em relação ao 1T26. A Receita
Líquida Operacional, que não considera a venda de fazenda, foi de R$ 300,9 milhões,
praticamente estável em comparação com o mesmo período do ano anterior.
A venda de parte da Fazenda Rio do Meio, localizada em Correntina (BA), gerou ganho de
R$ 50,8 milhões no trimestre. De acordo com as demonstrações financeiras, o valor
nominal da venda foi de R$ 94,2 milhões.
Após ajuste a valor presente de R$ 17,2 milhões, a receita reconhecida totalizou R$ 77,0 milhões. Deduzido o custo contábil da área, de R$ 26,2 milhões, o ganho apurado foi de R$ 50,8 milhões.
No trimestre, a companhia recebeu R$ 71,7 milhões em parcelas de vendas de fazendas. A
dívida líquida ajustada pelos recebíveis de venda de fazendas encerrou setembro em R$
136,3 milhões, queda de 51% em relação a junho de 2026.
A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda Ajustado dos últimos 12 meses passou de 2,82x para 1,05x. A companhia encerrou o período com R$ 626 milhões em recebíveis de vendas de fazendas,
dos quais R$ 218 milhões têm vencimento nos próximos 12 meses
As projeções da BrasilAgro na nova safra
A estimativa de produção de grãos e algodão para a safra 2026/2027 é de 439,3 mil
toneladas, volume 3% superior ao realizado na safra anterior e 3% abaixo da estimativa
inicial.
Até 22 de outubro, 49% da área prevista de soja havia sido plantada, avanço de 17 dias em
relação à safra anterior. Do total plantado, 73% estava dentro da janela ótima de plantio.
A estimativa de produção de soja é de 261,2 mil toneladas. Para o milho de primeira safra, a projeção foi revisada para 73,1 mil toneladas; para o milho safrinha, a estimativa é de 92,6 mil toneladas.
Para a cana-de-açúcar, até setembro, a produtividade foi de 75,86 toneladas por hectare (TCH), crescimento de 9% em relação ao mesmo período da safra anterior. Para a safra 2026, a companhia revisou a projeção de produção para 2,06 milhões de toneladas, com TCH estimado em 77,05.
No Maranhão, o menor ritmo de moagem das usinas levou à postergação de aproximadamente 175 mil toneladas para o próximo trimestre.
Quanto a pecuária, a BrasilAgro encerrou setembro com 13,1 mil cabeças de gado distribuídas em
10 mil hectares de pastagens ativas no Brasil e no Paraguai.
Até 27 de outubro, estavam travados 59% do volume estimado de soja, a US$ 12,26 por bushel; 52% do algodão, a R$ 77,00 por libra; e 32% do milho, a R$ 56,82 por saca. Na aquisição de insumos, 94% dos fertilizantes e 76% dos defensivos necessários para a safra 2026/2027 já estavam contratados