Dívidas

Braskem (BRKM5) lidera perdas do Ibovespa após Chapter 11

18 ago 2026, 13:23
Braskem
Logo da petroquímica Braskem na unidade de Triunfo, Brasil, em 15 de dezembro de 2025. REUTERS/Diego Vara

A Braskem (BRKM5) lidera as perdas do Ibovespa (IBOV) nesta terça-feira (18) diante da notícia de pedido de recuperação judicial da subsidiária mexicana, a Braskem Idesa, nos Estados Unidos, também conhecido como Chapter 11.

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A Braskem Idesa informou que pretende reduzir sua dívida sênior de cerca de US$ 2,5 bilhões para aproximadamente US$ 1,6 bilhão, uma redução superior a US$ 920 milhões. Como parte do acordo, a Braskem, acionista majoritária, também contribuirá com US$ 476 milhões para fortalecer a empresa.

Além disso, pesa no sentimento dos investidores o rebaixamento da nota de crédito da petroquímica pela agência classificadora de risco Fitch Ratings, passando na escala global de ‘C’ para ‘RD’, o equivalente à inadimplência restrita.

Na véspera, o papel avançou com a notícia de que a Petrobras (PETR4) poderia ajudar a aliviar o capital de giro da petroquímica e ajudar a destravar um pedido de recuperação extrajudicial (RE), segundo informações do jornal Valor Econômico.

Por volta das 12h42, BRKM5 recuava 3,85%, a R$ 5.



Ciclo desfavorável

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Na avaliação dos analistas Vicente Falanga e Ricardo França, do Bradesco BBI, a Braskem Idesa já enfrentava dificuldades relacionadas à sua estrutura de capital, diante do ciclo historicamente desfavorável do polietileno e dos problemas no fornecimento de matérias-primas.

Como resultado, a empresa gerou lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) recorrente de apenas US$ 17 milhões nos últimos 12 meses.

“Acreditamos que uma possível conversão de dívida em ações também pode ser considerada para a controladora da Idesa, a Braskem”, avaliam os analistas do BBI.

O Bradesco BBI tem recomendação de venda para Braskem, com preço-alvo de R$ 4, o que resulta em desvalorização potencial de 23,08%.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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