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Braskem Idesa entra com pedido de Chapter 11 nos EUA para reestruturar dívida

18 ago 2026, 7:44 - atualizado em 18 ago 2026, 8:19
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(Imagem: Braskem)

A Braskem Idesa, operação da Braskem no México, entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, conhecido como Chapter 11, como parte de um acordo para reorganizar suas finanças e reduzir o peso de sua dívida.

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O pedido foi feito no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Sul do Texas e já havia sido negociado previamente com os principais credores e acionistas da companhia. Na prática, o Chapter 11 permite que a empresa continue funcionando enquanto reorganiza suas dívidas sob proteção da Justiça, evitando que a pressão dos credores interrompa suas operações.

A Braskem Idesa informou que pretende reduzir sua dívida sênior de cerca de US$ 2,5 bilhões para aproximadamente US$ 1,6 bilhão, uma redução superior a US$ 920 milhões. Como parte do acordo, a Braskem, acionista majoritária, também contribuirá com US$ 476 milhões para fortalecer a empresa.

Apesar do processo judicial, a companhia afirma que suas operações continuarão normalmente, incluindo o pagamento de salários e benefícios dos funcionários. A expectativa é concluir o processo de Chapter 11 em aproximadamente 60 a 90 dias.

Após a reestruturação, a Braskem continuará como acionista majoritária da empresa, enquanto o Grupo Idesa e suas afiliadas permanecerão como os maiores acionistas minoritários.

Braskem passa por dificuldades no Brasil

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O movimento acontece em um momento delicado também para a Braskem S.A., no Brasil. A companhia vem enfrentando pressão financeira após anos de dificuldades envolvendo sua antiga controladora, a Novonor, o passivo relacionado ao afundamento do solo em Maceió.

Além disso, uma crise global da indústria petroquímica, marcada por excesso de oferta, margens menores e demanda enfraquecida tem influenciado fortemente as contas da companhia. Esse cenário pressionou a geração de caixa e elevou o endividamento da empresa.

Nos últimos meses, a Braskem passou a negociar com credores alternativas para reestruturar sua própria dívida, incluindo a possibilidade de uma recuperação extrajudicial.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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