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Braskem (BRKM5): UBS BB eleva preço-alvo e vê alta de quase 20%, mas liquidez segue no radar

08 jun 2026, 12:09 - atualizado em 08 jun 2026, 12:09
(Imagem: Braskem)

Com a melhora das perspectivas para os spreads petroquímicos e a mudança no controle da companhia, o UBS BB elevou o preço-alvo das ações da Braskem (BRKM5), mas manteve a recomendação neutra para os papéis.

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O banco aumentou o preço-alvo de BRKM5 de R$ 10,00 para R$ 10,50 no final deste ano, o implica em um potencial de valorização de 19,6% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (5).

A cotação-alvo dos American Depositary Receipts (ADRs), negociados na Bolsa de Nova York (Nyse) sob o ticker BAK, também passaram de US$ 3,80 para US$ 4,00, uma alta de 14,9% sobre o preço de fechamento anterior.

Nesta segunda-feira (8), os papéis operam em alta. Por volta de 11h45 (horário de Brasília), BRKM5 subia 3,30% (R$ 9,07) na B3, enquanto BAK avançava 2,30% (US$ 3,56) em Nyse.



Em relatório, o banco afirma que a revisão positiva deve-se ao aumento das premissas para os spreads da companhia, que dispararam nas últimas semanas com a limitação do fornecimento de matérias-primas para a Ásia e a Europa em meio ao confilto no Oriente Médio.

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“Mesmo com uma eventual normalização, não esperamos um retorno aos níveis mínimos do ciclo, uma vez que consultorias do setor estimam que a recuperação total da capacidade produtiva levará entre 12 e 18 meses”, avaliaram os analistas Tasso Vasconcellos e João Barichello.

Eles ainda consideram que os riscos geopolíticos continuam sustentando custos mais elevados de frete e financiamento, enquanto parte da capacidade anteriormente deficitária pode permanecer fora de operação.

Além disso, os novos preços-alvo incorporam os benefícios do Programa Especial da Indústria Química (REIQ), que combinado com os spreads, devem elevar o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) para US$ 2,6 bilhões em 2026, nas contas do UBS BB.

“Esse nível está bem acima do ponto de equilíbrio de fluxo de caixa esperado da Braskem, de cerca de US$ 1,5 bilhão para o ano, o que deve proporcionar algum alívio em relação à recorrente queima de caixa observada nos últimos trimestres”, avaliam os analistas.

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Mudança no controle

Para os analistas do UBS BB, a recente conclusão da transferência de controle da empresa para a IG4 Capital, substituindo a Novonor, também é um passo positivo para uma resolução sobre a liquidez atual da companhia.

Na semana passada, a IG4, por meio do fundo de investimento Shine, passou a deter 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica.

No caso da Braskem Idesa, considerando que os ativos mexicanos figuram entre os mais competitivos da companhia na curva global de custos, qualquer solução que evite diluição — como defendido pela Petrobras (PETR4), que detém 47% das ações com direito a voto — seria vista de forma positiva, na visão dos analistas.

A dupla avalia que a mudança pode pode abrir espaço para uma oferta pública de aquisição (OPA).

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Eles, porém, destacam que “diante das notícias sobre diferentes alternativas em análise, enxergamos o risco de diluição para os acionistas minoritários como um dos principais fatores a serem monitorados”.

Incertezas continuam no ‘caminho’ da Braskem

Ainda em relatório, o UBS BB considera que a principal incerteza para a tese de investimento continua sendo a estratégia que a companhia adotará para reforçar sua liquidez, diante de uma posição de caixa que caiu para US$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o menor nível em duas décadas.

Na última sexta-feira (5), a petroquímica afirmou que avaliando alternativas para otimizar sua estrutura de capital, processo que conta com assessores financeiros e jurídicos especializados desde setembro de 2025.

A companhia ainda negou notícias de que um potencial calote de US$ 150 milhões em juros de bonds com vencimento a partir de julho.

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“Embora acreditemos que a companhia possa atravessar esses desafios e alcançar uma perspectiva mais favorável no médio e longo prazo, diversas incertezas ao longo desse caminho permanecem, sustentando nossa recomendação neutra”, acrescentaram os analistas.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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