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Brava Energia (BRAV3): CVM aceita recurso da Ecopetrol e destrava OPA

16 jul 2026, 8:33
(Imagem: Divulgação/Brava Energia)
(Imagem: Divulgação/Brava Energia)

A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado, na quarta-feira (15), que o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu favoravelmente ao recurso da Ecopetrol em relação à OPA (oferta pública de aquisição de ações) de controle da companhia.

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Em junho, a OPA foi suspensa temporariamente após decisão da autarquia determinar a necessidade de ajustes no edital da operação. A Ecopetrol discordou e já à época anunciou que entraria com recurso. Os ajustes estariam ligados à diferença de preços propostos aos controladores e acionistas minoritários.

Na última semana, a Ecopetrol protocolou o recurso após a área técnica da CVM levantar questionamentos sobre determinados aspectos da operação, incluindo a adoção de preços distintos e o rateio entre acionistas participantes do contrato de compra e venda de ações (SPA) e da OPA, o que havia levado à suspensão da oferta.

Com a decisão anunciada, a CVM tornou sem efeito a suspensão anteriormente determinada para a OPA e estabeleceu que a Ecopetrol divulgue uma aditamento ao instrumento da oferta contemplando as exigências remanescentes da área técnica da CVM, bem como indique nova data para a realização do leilão.

Decisão reduz incertezas

Na avaliação da XP Investimentos, o anúncio é positivo por reduzir as incertezas relacionadas à conclusão da OPA, embora um potencial ganho decorrente de um preço mais elevado na oferta e de condições de rateio mais favoráveis aos acionistas minoritários não tenha se concretizado.

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Após a decisão do Colegiado da CVM, a oferta seguirá os termos originalmente estabelecidos nos documentos da transação, uma OPA voluntária para aquisição de 25% do capital social da Brava, equivalente a 116,1 milhões de ações ao preço de R$ 23 por ação BRAV3.

“A oferta está limitada ao número de ações necessário para que a Ecopetrol obtenha o controle da companhia, além dos 26% de participação já assegurados por meio do Share Purchase Agreement (SPA). Caso a adesão dos acionistas exceda o limite da oferta, as vendas de ações pelos acionistas minoritários estarão sujeitas a rateio”, destaca a casa.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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