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Oncoclínicas (ONCO3) recebe oferta não vinculante da IG4 para potencial transação de R$ 500 milhões

16 jul 2026, 8:59
oncoclinicas
(Imagem: Divulgação)

A Oncoclínicas (ONCO3) recebeu uma oferta não vinculante da IG4 Capital, gestora especializada em empresas com dificuldades, para uma potencial transação de R$ 500 milhões, envolvendo a subscrição de debêntures conversíveis e a criação de um direito de usufruto sobre ações da empresa, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira (15).

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Na prática, a gestora, que está no radar do mercado com presença em casos como Raízen (RAIZ4) e Braskem (BRKM5), compraria debêntures emitidas pela Oncoclínicas, injetando R$ 500 milhões na companhia. Como essas debêntures seriam conversíveis, elas poderiam ser transformadas em ações futuramente, caso as condições previstas sejam cumpridas.

A Oncoclínicas esclarece que o recebimento da oferta não vinculante indicativa não implica em
qualquer aceitação, compromisso ou obrigação e que não há qualquer definição acerca de eventual operação com a IG4 Capital ou com qualquer outro interessado.

Oncoclínicas em recuperação extrajudicial

A oferta da IG4 ocorre após a Oncoclínicas caminhar com o pedido de recuperação extrajudicial (RE), com dívida financeira estimada em aproximadamente R$ 5,1 bilhões.

Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores. A ideia é chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores.

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A empresa informou que já conta com a adesão de credores detentores de aproximadamente 37% dos créditos abrangidos pelo plano, percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial.

Agora, correm os 90 dias, contados a partir do processamento da RE, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do plano, permitindo que 100% dos créditos abrangidos fiquem vinculados às novas condições de pagamento.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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