Brava Energia (BRAV3) encerra venda de 11 concessões no Rio Grande do Norte após prazo contratual expirar
A Brava Energia (BRAV3) informou na quinta-feira (17) o encerramento da transação para venda de onze concessões de óleo e gás onshore localizadas na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, ao consórcio formado por Azevedo e Travassos Petróleo e Petro-Victory Energy.
Segundo a companhia, a operação foi encerrada porque o Longstop Date previsto em contrato foi atingido sem que determinadas condições precedentes para o fechamento tivessem sido cumpridas pelo consórcio comprador. Com isso, a Brava exerceu o direito de encerrar a transação conforme previsto no Purchase and Sale Agreement (SPA).
A empresa destacou que o encerramento da operação não altera seu planejamento estratégico de curto e médio prazo, incluindo os planos operacionais e de alocação de capital.
O anúncio dá fim a um processo que vinha sendo acompanhado pelo mercado desde fevereiro, quando a companhia havia comunicado a negociação da venda dos ativos no Rio Grande do Norte.
Conforme anunciado à época, o valor total da transação era de US$ 15 milhões, sendo US$ 600 mil desembolsados na assinatura do contrato, US$ 2,9 milhões a serem pagos no fechamento da transação e US$ 8 milhões a serem pagos em duas parcelas 12 e 24 meses após o fechamento da transação.
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A situação na Brava Energia
No final de agosto, a agência classificadora de riscos Fitch Ratings removeu a observação positiva e elevou os IDRs (ratings de inadimplência do emissor) de longo prazo em moedas estrangeira e local da Brava Energia (BRAV3) para ‘BB’, de ‘BB-, e seu rating nacional de longo prazo para ‘AA+(bra)’, de ‘AA-(bra)’.
A agência também elevou para ‘BB’, de ‘BB- ’ , o rating das notas com garantia real, no montante de US$ 500 milhões, com vencimento em 2031, emitidas pela 3R Lux. A perspectiva dos ratings corporativos é estável.
De acordo com a equipe de analistas da Fitch, a elevação das notas de crédito decorre da aquisição do controle da Brava pela Ecopetrol, incorporando uma elevação de um grau a partir do perfil de crédito individual (PCI) da Brava, ‘bb- ’ .
“A escala e a presença da Brava no mercado brasileiro sugerem incentivos estratégicos relevantes para o suporte da empresa colombiana, uma vez que a transação amplia em 12% as reservas provadas de óleo e gás da Ecopetrol (459 milhões de barris de óleo equivalente – boe) e estende ligeiramente a vida útil de suas reservas 1P, de sete anos”, dizem os analistas.
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