Empresas

Casas Bahia (BHIA3) emite notas comerciais de cerca de R$ 368 milhões; veja

18 set 2026, 8:39
casas bahia bhia3 ações
(Imagem: Divulgação/Casas Bahia)

A Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado na noite de quinta-feira (17) que o seu conselho de administração aprovou a realização das 100ª e 101ª emissões de notas comerciais da companhia para colocação privada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com a companhia, as emissões têm valor de R$ 240,8 milhões e R$ 127,2 milhões, respectivamente, e foram integralmente subscritas por um fundo de investimento em direitos creditórios. O nome do fundo não foi divulgado pela Casas Bahia.

Além disso, a companhia divulgou a ata da assembleia geral dos debenturistas da 11ª emissão, realizada em 14 de setembro. Nesta, consta a aprovação da ratificação dos efeitos do vencimento antecipado automático das debêntures da 11ª emissão.

O vencimento antecipado automático está previsto em cláusula da escritura de emissão em razão de ajuizamento de pedido de recuperação judicial, que é justamente a atual situação da companhia. A Casas Bahia ajuizou pedido em 16 de agosto.

Os titulares de 76,04% das debêntures em circulação votaram a favor da ratificação dos efeitos da cláusula, enquanto titulares de 6,63% votaram contra, sem abstenções.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, a ata informa que não autoriza a prática de qualquer ato incompatível com decisão judicial vigente. Vale lembrar que, em agosto, a companhia obteve na Justiça tutela de urgência que inclui medidas para impedir declarações de vencimento antecipado fundadas exclusivamente no ajuizamento da recuperação judicial.

“O Agente Fiduciário fica autorizado a praticar os atos estritamente necessários à formalização e implementação desta deliberação, sempre observados a Escritura de Emissão, a legislação aplicável e os limites e determinações judiciais vigentes”, diz o documento.

Recuperação judicial da Casas Bahia

A Casas Bahia anunciou, em 16 de agosto, que entrou com pedido de recuperação judicial, em conjunto com algumas subsidiárias.

A empresa afirmou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a companhia reportou no balanço do segundo trimestre do ano prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões. O valor é 18 vezes maior do que o saldo negativo de R$ 555 milhões apresentado no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a varejista, o resultado foi impactado em R$ 9,1 bilhões por eventos não recorrentes, como contratos não performados, baixa de ativos, gastos com reestruturação e Imposto de Renda (IR) diferido.

Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar