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Brava (BRAV3) recua 3% após resultado do 2T26; mercado ajusta ação após OPA da Ecopetrol

06 ago 2026, 11:04 - atualizado em 06 ago 2026, 11:06
Brava Energia
(Imagem: iStock/claffra)

As ações da Brava Energia (BRAV3) operavam em queda nesta quinta-feira (6), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026, divulgados na noite anterior. Por volta das 10h30, os papéis recuavam 3,5%, a R$ 18,78.

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Embora o resultado operacional tenha vindo próximo das expectativas do mercado, analistas apontam que o principal fator de pressão sobre a ação não é o balanço em si, mas a conclusão da oferta pública de aquisição (OPA) da Ecopetrol, que assumirá o controle da companhia.

O Ebitda ajustado da Brava somou R$ 1,8 bilhão, em linha com as estimativas da XP Investimentos, enquanto o lucro líquido alcançou R$ 871 milhões. Ainda assim, a casa avalia que as ações devem negociar em baixa nos próximos pregões porque o mercado deixou de contar com a “opcionalidade” da OPA a R$ 23 por ação, valor acima das cotações recentes.

A Ecopetrol adquiriu cerca de 25% do capital da Brava no leilão da oferta pública e passará a deter 51% da companhia após a liquidação financeira, prevista para 17 de agosto. Para a XP, BRAV3 vinha sendo sustentada pela possibilidade de venda das ações a R$ 23, ainda que sujeita a rateio. Com o encerramento da operação, esse suporte desaparece.

Dívida líquida da Brava cai marginalmente

De acordo com o balanço do segundo trimestre, a dívida líquida consolidada da Brava caiu apenas marginalmente no trimestre, para US$ 1,63 bilhão, enquanto a alavancagem subiu de 1,84 vez para 1,97 vez dívida líquida/Ebitda. A geração de caixa continuou pressionada pelos efeitos dos hedges e pelo nível elevado de investimentos.

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O lifting cost consolidado também aumentou 15% na comparação trimestral, para US$ 16,3 por barril equivalente de óleo, refletindo principalmente maiores custos nas operações offshore, como Papa-Terra e Parque das Conchas.

O Bradesco BBI destacou que o resultado veio alinhado às expectativas, mas chamou atenção para a queima de caixa recorrente de R$ 144 milhões no trimestre, pressionada pelos hedges e pelos maiores investimentos nas campanhas de perfuração em Atlanta e Peregrino.

“Os próximos catalisadores são as entregas das campanhas de perfuração em Papa-Terra e Atlanta no quarto trimestre, o que reforça nossa visão construtiva para a tese de desalavancagem e geração de valor da empresa. Introduzimos um novo preço-alvo de R$ 23,00 por ação para o final de 2027, refletindo uma curva mais conservadora para o preço do petróleo Brent”, disse em relatório disponibilizado pela Ágora Investimentos.

Já o BTG Pactual avaliou que os números ficaram amplamente em linha com o esperado e reforçou que a companhia segue protegida por hedge em um cenário de petróleo volátil.

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A companhia possui hedge de aproximadamente 11,3 milhões de barris para os próximos 12 meses, o equivalente a cerca de 44% da produção de petróleo projetada para o período. A maior parte da proteção está concentrada nas campanhas de Atlanta e Papa-Terra, o que, segundo o banco, ajuda a preservar o balanço patrimonial durante uma fase ainda intensiva em capex.

Produção

Outro ponto acompanhado pelo mercado é a produção de julho, que recuou para 82,6 mil barris de óleo equivalente por dia, queda de 2,2% em relação a junho, impactada por paradas de manutenção e menor desempenho de ativos offshore.

O BTG observou que a manutenção programada em Papa-Terra no fim de julho já afetou parcialmente os volumes e que uma parada de nove dias em agosto deve pressionar a produção no curto prazo. A companhia realiza ajustes no FPSO antes da entrada em operação de dois novos poços, prevista para o quarto trimestre de 2026.

O banco afirmou que vê a Brava se consolidando como uma geradora de caixa, o que reforça sua visão positiva para a tese de investimento. Ainda assim, o BTG ponderou que aguarda sinais mais claros sobre a abordagem da Ecopetrol em relação à direção estratégica da empresa após a mudança de controle.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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