Itaú BBA vê combinação rara de crescimento e retorno ao acionista nesta small cap
O Itaú BBA enxerga uma combinação rara na Bemobi (BMOB3) após os resultados da companhia no primeiro semestre de 2026 e considera que a ação oferece proteção contra a volatilidade macroeconômica.
Com isso, o banco elevou o preço-alvo da small cap para R$ 36 para o final de 2027, ante R$ 33,80 ao final deste ano. A nova precificação implica um potencial de valorização de 31% em relação ao fechamento da última sexta-feira (18).
De acordo com o BBA, são quatro fatores combinados que sustentam a tese de Bemobi:
- crescimento orgânico dos pagamentos acima do esperado, de +30% em 2026;
- expansão das margens, impulsionada por um mix de receitas mais favorável e pela alavancagem operacional;
- alocação de capital cada vez mais geradora de valor;
- e um retorno ao acionista (carry) atrativo, já que a plataforma da Bemobi, com modelo leve em ativos e escalável, o que se traduz em um rendimento de dividendos de 8,8% em 2027.
Diante disso, o Itaú BBA reitera a recomendação outperform (equivalente à compra) para a Bemobi, visto que o ativo também é negociado a um múltiplo de 10,2 vezes o preço em relação ao lucro (P/L) ajustado estimado para 2027 e mantém um sólido ritmo de crescimento nos resultados do segundo semestre deste ano.
Por volta das 14h27 (horário de Brasília), BMOB3 subia 1,02% (R$ 27,80).
Visão positiva para pagamentos
Para o BBA, 2026 está se consolidando como um ano de validação da tese de pagamentos da Bemobi.
“A companhia continua apresentando surpresas positivas em crescimento e execução, anunciando novos clientes relevantes no acumulado do ano — como Hapvida e Aegea, entre outros — apesar do ambiente macroeconômico desafiador e da desaceleração do crescimento observada em diversas empresas que acompanhamos”, afirma.
Daqui para frente, o crescimento será sustentado por três vetores, segundo o BBA: novos clientes (cerca de um terço do avanço); maturação dos clientes existentes (dois terços); e aceleração do Paytime, que, por ora, está apenas parcialmente incorporado às estimativas e representa um potencial de alta adicional.
Dessa forma, o banco de investimentos elevou as estimativas de Volume Total de Pagamentos (TPV), com o crescimento agora chegando a 30% em 2027 e 26% em 2028, na comparação anual.
Olho no retorno ao acionista
Na avaliação do Itaú BBA, a forte geração de caixa provavelmente permitirá que a Bemobi combine investimentos em crescimento orgânico com um retorno atrativo aos acionistas, mantendo um payout de 100% em 2026 e 2027.
Além disso, o banco destaca que as operações de M&A (fusões e aquisições) continuam sendo uma possibilidade adicional de valorização da tese.
Considerando as tendências operacionais observadas no primeiro semestre de 2026, o BBA elevou as estimativas do Ebitda ajustado em 6% em 2026 e 9% em 2027.
Além disso, o banco prevê lucro líquido ajustado de R$ 192 milhões em 2026 e R$ 218 milhões em 2027, incorporando já um resultado financeiro mais negativo do que as estimativas anteriores, os efeitos dos programas de recompra de ações e os pagamentos de dividendos.