Brava Energia (BRAV3) rescinde acordo de acionistas em meio à mudança de controle para a Ecopetrol
A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado que foi arquivado um distrato ao acordo de acionistas que regia alguns aspectos de governança da companhia, mostra fato relevante divulgado nesta segunda-feira (10). O anúncio ocorre após o leilão da oferta pública de aquisição (OPA) da Ecopetrol, que assumirá o controle da companhia.
Vale lembrar que um acordo de acionistas consiste em um contrato assinado pelas partes envolvidas para definir de que maneira irão exercer seus direitos e tomar decisões. De acordo com a Brava, o acordo em questão visava regular o exercício do direito de voto e modo de transferência das ações detidas pelos signatários.
Desde o dia 6 de agosto,”restou extinto, sem necessidade de qualquer formalidade adicional, o acordo de acionistas, incluindo suas cláusulas, seus termos e suas condições”, de acordo com a Brava.
Integravam o acordo de acionistas a holding Somah Investimentos e os fundos Printemps, Quantum, G5 Wimbledon, G5 Arb FIF, Jive III, JCI II, Rumba, JCI IV e Yellowstone.
OPA da Ecopetrol
A Ecopetrol adquiriu 116,1 milhões de ações da Brava Energia no leilão da oferta pública de aquisição de ações (OPA) realizado na última semana. Os papéis comprados representam aproximadamente 25% do capital social da companhia. A subsidiária brasileira da petrolífera colombiana pagará R$ 23 por ação, em uma operação de R$ 2,67 bilhões.
Com a conclusão da operação, a Ecopetrol passará a deter 236,9 milhões de ações ordinárias da Brava, equivalentes a 51% do capital social, assumindo o controle da companhia.
A liquidação financeira das ações adquiridas no leilão está prevista para 17 de agosto. É a partir dessa data que a Ecopetrol será formalmente titular da participação de 51%.
Segundo a Brava, o leilão ocorreu após o cumprimento das condições precedentes e das exigências regulatórias aplicáveis à oferta.