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Britânica BP e brasileira Eneva se unem para leilão de termelétrica em Macaé

21/02/2020 - 22:51
BP
Em caso de sucesso na disputa, as empresas constituiriam uma empresa no Brasil que controlaria a térmica (Imagem: Facebook/BP)

A petroleira britânica BP e a elétrica Eneva (ENEV3) fecharam parceria para disputar com um projeto de termelétrica a gás duas licitações do governo brasileiro agendadas para 30 de abril, quando serão oferecidos contratos de longo prazo para a compra de energia das usinas vencedoras.

Em caso de sucesso na disputa, as empresas constituiriam uma empresa no Brasil que controlaria a térmica, na qual a Eneva teria 75% de participação e a BP os restantes 25%, segundo documentos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Em parecer no Diário Oficial da União desta sexta-feira, o órgão de defesa da concorrência aprovou sem restrições a compra pela Eneva de uma fatia majoritária no empreendimento inscrito nos leilões, a chamada UTE Fátima, que poderia ter até 1.750 megawatts em capacidade.

O negócio envolve ações na usina pertencentes à Natural Energia, que tem como sócias a Martins Empreendimentos, Engenharia e Participações e a Fox Energy Serviços de Energia.

A Eneva havia informado em novembro passado que selou acordo de exclusividade para a potencial aquisição de 75% da UTE Fátima para disputar as licitações do governo.

Eneva
O empreendimento, previsto para ser implantado em Macaé, no Rio de Janeiro, utilizaria como combustível gás natural ou Gás Natural Liquefeito (GNL) (Imagem: Site/Eneva)

Os certames, conhecidos como A-4 e A-5, visam contratar energia junto a termelétricas a gás e carvão para atender à demanda de distribuidoras de energia, em substituição a contratos de suprimento com usinas principalmente a óleo que vencerão nos próximos anos.

Os vencedores da concorrência assinarão contratos de 15 anos para entrega da energia a partir de 2024 e 2025.

Empresas como a estatal brasileira Petrobras (PETR3; PETR4), a francesa Engie (EGIE3) e a Neoenergia (NEOE3), controlada pelo grupo espanhol Iberdrola, também inscreveram empreendimentos para as licitações.

Procurada, a BP recusou-se a comentar. A Eneva disse em nota que tem uma opção de compra do ativo termelétrico e que “o assunto está em curso”.

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Nos documentos entregues ao órgão estatal, as companhias disseram que o desenvolvimento e construção da usina Fátima dependerão do sucesso nos leilões de energia.

O empreendimento, previsto para ser implantado em Macaé, no Rio de Janeiro, utilizaria como combustível gás natural ou Gás Natural Liquefeito (GNL).

A estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou em janeiro que os leilões de abril receberam o cadastro de 158 projetos, que somariam capacidade instalada total de 36 gigawatts para o certame A-4 e de 43 gigawatts para o A-5.

O número e o volume de empreendimentos a serem contratados, no entanto, dependerão da demanda das distribuidoras, um dado sigiloso apresentado pelas empresas ao governo antes de cada licitação pública de compra de energia.

Última atualização por Gustavo Kahil - 21/02/2020 - 22:51