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Wall Street avança com otimismo de acordo EUA-Irã e Warsh no Fed; Dow Jones renova recorde

22 maio 2026, 17:17 - atualizado em 22 maio 2026, 17:27
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(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (22) com fortes ganhos em meio ao otimismo das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

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Dados de sentimento do consumidor e a posse de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) ficaram no radar.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,58%, aos 50.579,70 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,37%, aos 7.473,47 pontos;
  • Nasdaq: +0,19%, aos 26.343,97 pontos.

O índice Dow Jones renovou também a máxima intradia aos 50.830,24 pontos nos primeiros minutos do pregão.

Com os ganhos da sessão, o S&P 500 registrou a oitava semana consecutiva de ganhos com alta de 1% – a maior sequência de altas desde o final de 2023. O Nasdaq avançou 0,5% e encerrou a sétima semana positiva consecutiva. Dow Jones teve alta de 2,3% no acumulado dos últimos cinco pregões.

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O que impulsionou Wall Street hoje?

O cenário geopolítico continuou no centro das atenções.

Hoje, o secretário de Estado Marco Rubio disse que “houve algum progresso” nas conversas. “Há mais trabalho a ser feito”, acrescentou. “Ainda não chegamos lá. Espero que cheguemos lá.”

Segundo o Sky News Arabia, Washington e Teerã alcançaram um entendimento geral sobre o programa nuclear iraniano como parte do avanço das negociações entre os dois países para um cessar-fogo definitivo.

A entrega de urânio enriquecido por Teerã será vinculada à retirada de sanções do governo Trump ao país persa, de acordo com o site.

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Além disso, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou que 35 embarcações comerciais atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas sob coordenação e proteção da força naval iraniana.

Apesar do avanço nas negociações e gradual retomada do fluxo do petróleo no Golfo, os preços do petróleo Brent mantiveram-se acima de US$ 100 o barril.

Além do cenário geopolítico, Kevin Warsh assumiu o cargo de presidente (chair) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) nesta sexta-feira.

Durante a cerimônia de posse de Warsh, o presidente Donald Trump, afirmou que deseja um BC “totalmente independente”.

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“Quero que Kevin seja totalmente independente. Quero que ele seja independente e simplesmente faça um grande trabalho. Não olhe para mim, não olhe para ninguém, apenas faça as coisas do seu jeito”, disse.

A fala chama atenção pelo histórico de embates entre Trump e o Fed durante seu primeiro mandato, quando o republicano criticou repetidamente a condução dos juros pelo então presidente da instituição, Jerome Powell.

Em segundo plano

Os dados macroeconômicos, por sua vez, ficaram em segundo plano.

A Universidade de Michigan informou que seu Índice de Confiança do Consumidor caiu para uma leitura final de 44,8, menor patamar histórico, de 48,2 mais cedo no mês. O índice ficou em 49,8 em abril. Os economistas consultados pela Reuters previam que o índice permaneceria inalterado em 48,2.

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Além disso, o diretor do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) Christopher Waller afirmou ser “uma loucura” falar em corte nos juros em um futuro próximo, em meio a uma queda abaixo do esperado no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação.

Com a piora dos dados e declarações, os traders adiantaram a aposta de alta nos juros pelo Fed para outubro deste ano. Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 52,2% de chance de o Fed elevar os juros na decisão de 28 de outubro. A aposta de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano era de 47,8%.

Na véspera, a precificação de alta nos juros estava dividida entre dezembro deste ano e janeiro de 2027.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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