AgroTimes

Citi corta alvos de São Martinho (SMTO3) e Jalles (JALL3); preços mais fracos e investimentos pesam

01 jul 2026, 12:21 - atualizado em 01 jul 2026, 12:21
raízen cosan jalles machado são martinho usinas raiz4 csan3 jall3 smto3
(iStock.com/JR Slompo)

O Citi revisou para baixo os preços-alvo das ações da São Martinho (SMTO3) e da Jalles (JALL3) após atualizar suas projeções para o setor de açúcar e etanol, mantendo recomendação neutra para ambas as companhias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco reduziu o preço-alvo da São Martinho de R$ 16,50 para R$ 16,00 por ação, enquanto o da Jalles passou de R$ 3,00 para R$ 2,50.

Segundo os analistas, a revisão reflete a expectativa de preços mais fracos para açúcar e etanol nos próximos períodos, além de uma perspectiva considerada pouco atrativa para a geração de fluxo de caixa livre (FCF).



O Citi destaca que os preços do etanol sofreram uma queda expressiva após o avanço da moagem de cana-de-açúcar e o adiamento da elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina C.

Na avaliação do banco, mesmo que o aumento da mistura seja implementado em breve, como espera o mercado, a medida dificilmente será suficiente para impulsionar os preços do biocombustível de forma relevante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os analistas, o principal gatilho positivo para o setor continua sendo uma eventual recuperação dos preços do açúcar, impulsionada por uma maior destinação da cana para a produção de etanol no Brasil e pelos possíveis efeitos de um forte fenômeno El Niño sobre a oferta global.

Além do cenário de preços, o banco vê a geração de caixa das empresas pressionada pelos elevados investimentos previstos. No caso da São Martinho, os aportes para ampliar a capacidade de produção de etanol de milho devem consumir recursos, enquanto a Jalles segue investindo na expansão da capacidade de moagem de cana.



Em um ambiente de juros ainda elevados no Brasil, o Citi avalia que esses investimentos tendem a elevar a alavancagem das companhias, reduzindo a atratividade do fluxo de caixa livre nos próximos ciclos agrícolas.

Para as safras 2026/27 e 2027/28, o banco projeta FCF yield recorrente de -1% e 4% para a São Martinho, e de -15% e 5% para a Jalles Machado, respectivamente, reforçando sua postura cautelosa em relação às duas empresas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Linkedin
Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado agro?

Editoria do Money Times traz tudo o que é mais importante para o setor de forma 100% gratuita

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar