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Cogna (COGN3) vê lucro crescer 48,7%, para R$ 141,4 milhões, com ajuda de frente de educação básica

06 maio 2026, 18:36 - atualizado em 06 maio 2026, 18:36
cogna day trade
(Imagem: Instagram/ Kroton Educação)

A Cogna (COGN3) registrou lucro líquido de R$ 141,4 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 48,7% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionada pelo crescimento da receita, puxado pela frente de educação básica, e pela melhora operacional.

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A receita líquida somou R$ 2,146 bilhões, avanço de 31,9% na comparação anual. O desempenho, segundo a Cogna, foi puxado principalmente pelo braço de educação básica, que passou a reunir Vasta e Saber após o fechamento de capital da Vasta na Nasdaq e a reorganização da estrutura da companhia.

Segundo a Cogna, o trimestre apresentou “um desempenho sólido e reforça a fortaleza da diversificação” dos negócios. A empresa afirmou, no documento publicado na noite desta quarta-feira (6), que a nova estrutura busca simplificar a governança, capturar sinergias operacionais e aumentar a eficiência para os próximos ciclos de crescimento.

Na educação básica, a receita líquida saltou 72,9%, para R$ 950,8 milhões. O principal motor foi o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), cuja receita foi deslocada do quarto trimestre de 2025 para o primeiro trimestre deste ano por causa do calendário do governo. A linha somou R$ 307,7 milhões no período.

A companhia destacou ainda que superou o guidance divulgado ao mercado para o PNLD. “O impacto positivo deste trimestre não apenas confirmou a recuperação do cronograma do PNLD, como também excedeu o teto das estimativas iniciais”, disse a Cogna no release.

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Apesar do salto de receita, o PNLD também pressionou margens. A margem bruta da frente caiu 11,2 pontos percentuais, reflexo do maior peso do programa, que possui margens inferiores às do segmento B2B.

Ainda assim, a empresa afirmou que o movimento reflete “um efeito sazonal de receitas e mix de produtos, sem deterioração estrutural de eficiência operacional”.

Na Educação Superior, antiga Kroton, a receita líquida cresceu 10,9%, para R$ 1,195 bilhão. O resultado foi apoiado pelo avanço da modalidade presencial, pelo aumento de ticket e por um mix mais concentrado em cursos de maior valor, como saúde.

A captação total de alunos caiu 14,2%, pressionada pela retração de 32,2% no ensino a distância (EAD). Por outro lado, a captação presencial cresceu 14,4%, enquanto o semipresencial avançou 4,6%. A Cogna atribuiu parte da dinâmica às mudanças do novo marco regulatório do Ministério da Educação (MEC), que alterou a classificação de cursos e impactou a oferta de algumas modalidades.

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O Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) recorrente consolidado chegou a R$ 679,6 milhões, alta de 22,2% em um ano. A margem Ebitda, porém, recuou 2,5 pontos percentuais, pressionada justamente pela maior participação do PNLD, de margens mais baixas.

A geração de caixa operacional após capex somou R$ 318,1 milhões, crescimento de 27,1%. Já a geração de caixa livre avançou 68,7%, para R$ 252,5 milhões, beneficiada pela melhora operacional e pelas ações de gestão de passivos realizadas nos últimos anos.

A dívida líquida ficou em R$ 2,784 bilhões, queda de 1,1% na comparação anual. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/Ebitda ajustado, caiu para 1,13 vez, ante 1,28 vez no primeiro trimestre de 2025.

A Cogna afirmou que as ações de liability management reduziram o custo médio da dívida para CDI mais 1,33%, ante CDI mais 1,66% um ano antes. A companhia também distribuiu R$ 119,5 milhões em dividendos em fevereiro.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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