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Bradesco (BBDC4): Lucro sobe mais 16% e chega a R$ 6,8 bilhões no 1T26, acima das expectativas

06 maio 2026, 18:03 - atualizado em 06 maio 2026, 19:06
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Apesar da economia mais morna -- o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu apenas 0,4% no trimestre, após alta de 1,3% no trimestre anterior

O Bradesco (BBDC4) reportou lucro recorrente de R$ 6,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% em comparação com o mesmo período de 2025, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta (06).

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O número ficou pouco acima do esperado pelo consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 6,62 bi no período.

Após sequência negativa, com rentabilidade bem abaixo dos pares e índices de qualidade, incluindo inadimplência, o Bradesco tenta ‘acertar a mão’. Foi o nono trimestre seguido de aumento do lucro líquido e alta da rentabilidade.

A prioridade até aqui tem sido melhorar a qualidade dos ativos, mesmo que isso implique em um crescimento de crédito menor.

Como o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, não cansa de repetir, um crescimento step by step (passo a passo).

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E ao que parece, a fórmula tem dado certo. No ano passado, o BBDC saltou 60%, reconquistando a confiança dos analistas.

“Entregamos o que prometemos, mais um aumento gradual do nosso lucro. Mais importante do que um grande passo é a sustentabilidade dos nossos resultados. Mesmo em cenário macro desafiador, gerimos bem os riscos e evoluímos”, diz Noronha.

Rentabilidade dá mais um passo

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) mostrou nova evolução e subiu 1,4 ponto percentual no ano, para 15,8%. Com a Selic, a taxa básica de juros, a 15%, o banco superou, mais uma vez, o custo de capital.

Média da Bloomberg esperava 15,2% de ROE.

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Mesmo assim, o banco não conseguiu ficar acima da rentabilidade do seu rival espanhol, o Santander (SANB11), que encerrou o período com 16% e do Itaú (ITUB4), que lidera com 24,4%.

No mercado, os investidores parecem ter recebido bem os números, com as ADRs saltando 3,37% no after-market de Nova York.

“Estamos ganhando produtividade e aumentando as receitas de forma diversificada. Hoje, fazemos mais com menos”, afirma.

Para Maria Estela Ferraz de Campos, head de crédito da Integral Group, o Bradesco entregou um trimestre com recuperação consistente, focada na qualidade, apesar de alguns impactos contábeis. “O plano segue dando resultados”

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Margens em disparada

Entre os destaques, estão as margens, com crescimento em totas as linhas.

A margem financeira somou R$ 20 bilhões no trimestre, alta de 4,2% no trimestre e 16,4% no ano, impulsionada pelo aumento do volume médio das operações, margem de passivos e spreads com demais operações com clientes.

Já a margem com clientes atingiu R$ 19,4 bilhões, crescimento de 2% no trimestre e 16,3% no ano,

Até a margem com mercado, considerado uma linha mais volátil, subiu para R$ 553 milhões, alta de 19,7% no ano.

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“A margem financeira cresceu significativamente no trimestre. Nossa margem com mercado apresentou desempenho positivo em cenário macro desafiador, revelando boa gestão de risco”, ressalta o banco no balanço.

As receitas totais ficaram em R$ 36,9 bilhões no trimestre, avanço de 2,2% na comparação trimestral e de 14% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Já as receitas de prestação de serviços caíram 6,4% no trimestre, mas cresceram 6,2% no ano, a R$ 10,3 bilhões.

Dentre as receitas de prestação de serviços, os destaques positivos são consórcios, custódia e corretagem, mercado de capitais e administração de fundos.

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Carteira de crédito do Bradesco

Mesmo com a economia mais morna, o Bradesco conseguiu crescer a sua carteira de crédito.

Ao todo, houve alta de 0,1% no trimestre e 8,4% no ano, chegando a R$ 1 trilhão, com expansão de 9,5% na carteira de pessoas físicas., a R$ 474 bilhões

Apesar de ter crescido 14% em pequenas e médias empresas no ano, houve contração de 2,3% no trimestre. O segmento é visto com atenção pelos bancos. Santander e Itaú sentiram aumento da inadimplência.

O banco também elevou sua despesa com PDD, reserva de capital que bancos fazem para lidar em casos de inadimplência, em 26,5% no ano e 9,5% no trimestre, para R$ 9,6 bilhões.

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Outro indicador que mostra a qualidade dos resultados do banco, o índice acima de 90 dias subiu 0,1 ponto percentual, para 4,2%, no trimestre, mas caiu ante os 4,3% do ano passado.

Ou seja, o banco conseguiu crescer a carteira sem prejudicar a linha, importante termômetro para medir a capacidade dos clientes de honrarem suas dívidas.

As despesas operacionais somaram R$ 16,1 bilhões, queda de 4,6% na comparação trimestral, mas alta de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, em linha com o esperado.

“As despesas operacionais seguem controladas, mesmo considerando os investimentos na
transformação”, destaca.

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BradSaúde

Esse é o primeiro balanço após a separação dos ativos do Bradesco em outra empresa, a BradSaúde. Na última segundo, a companhia entregou lucro R$ 1,3 bilhão.

“Estamos destravando valor no Bradesco. A Bradsaúde nasceu, é realidade, um passo histórico para a Organização. Seu potencial em saúde é incrível, e há também benefícios consequentes para a organização”, acrescentou Noronha.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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