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Agibank (AGBK): O que fez o Itaú BBA puxar o freio, rebaixar a ação e cortar o preço-alvo

06 maio 2026, 16:24 - atualizado em 06 maio 2026, 16:24
AgiBank
(Imagem: Divulgação/AgiBank)

O Agibank (AGBK) abriu 2026 com resultados que não passaram no crivo do mercado e, muito menos, do Itaú BBA. Os analistas decidiram rebaixar a recomendação do Agibank de outperform (equivalente a compra) para market perform (equivalente a neutra), citando menor visibilidade de resultados à frente.

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Além disso, o banco cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de US$ 15 para US$ 9, uma redução significativa que reflete o aumento dos riscos e a revisão para baixo das expectativas de crescimento e rentabilidade.

Mesmo com a ação negociando a múltiplos considerados baixos, o BBA avalia que o desconto é justificável. “Riscos maiores, crescimento mais lento e menor ROE devem limitar o potencial de reprecificação no curto prazo”, afirmaram os analistas.

Na véspera, o Agibank reportou lucro líquido de R$ 186,5 milhões no primeiro trimestre, queda de 47,7% na comparação anual e de 13,2% frente ao trimestre anterior.

Apesar do tombo no lucro, a receita cresceu, foram R$ 2,99 bilhões no período, avanço de 23,6% em 12 meses. Ainda assim, o desempenho não foi suficiente para compensar a desaceleração na originação de crédito, o principal motor do negócio.

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O que pesou no resultado

O trimestre foi marcado por uma freada relevante na concessão de empréstimos. A originação de crédito caiu 30,9% na comparação anual, impactada por interrupções temporárias nas operações de consignado do INSS entre dezembro e janeiro.

Como reflexo, fontes relevantes de receita perderam tração – especialmente as tarifas, pressionadas pelo desempenho mais fraco em seguros – enquanto a originação de crédito desacelerou, mesmo com a carteira ainda em expansão.

Para o BBA, o resultado evidenciou um ponto sensível do modelo de negócios: “O trimestre reforça a sensibilidade do Agi a produtos específicos e a mudanças regulatórias”, destacaram os analistas.

O relatório aponta que dos R$ 35,5 bilhões da carteira de crédito, cerca de 87% estão concentrados em linhas com garantia, com forte peso do consignado, especialmente o atrelado ao INSS.

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O macro também pesou

Na avaliação do BBA, os desafios do Agibank vão além de um trimestre mais fraco e refletem um cenário que ficou mais difícil para o modelo de negócios. Do lado macroeconômico, a alta da curva de juros e das expectativas de inflação eleva o custo de funding dos bancos. No caso do consignado, porém, há uma limitação, já que as taxas são reguladas e têm teto, o que reduz a capacidade de repassar esse custo para o cliente.

Esse movimento tende a comprimir as margens e diminuir a atratividade das novas operações, o que pode desacelerar o crescimento da carteira nos próximos trimestres. Além disso, o impacto não fica restrito ao crédito principal. Produtos como crédito pessoal e seguros, que costumam ser vendidos junto ao consignado, também sentem o efeito de uma originação mais fraca.

Ao mesmo tempo, o cenário regulatório adiciona incerteza. Propostas como a redução do limite de desconto em folha podem diminuir o valor dos empréstimos e, na prática, limitar o ritmo de expansão do banco em um momento já mais desafiador, segundo os analistas.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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