Magazine Luiza (MGLU3) tem prejuízo de R$ 33,9 milhões no 1T26 e frustra expectativas; veja os números
O Magazine Luiza (MGLU3) reportou prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões no primeiro trimestre de 2026 (1T26), mostra relatório de resultados divulgado nesta quinta-feira (7). A cifra representa uma reversão do lucro de R$ 11,2 milhões registrados no mesmo período em 2025 e de R$ 124,7 milhões no trimestre imediatamente anterior.
Na visão contábil, em que são inclusos os resultados não recorrentes, o prejuízo é de R$ 55,2 milhões.
A linha veio abaixo da expectativa do mercado, uma vez que consenso reunido pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 22 milhões.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, que mede o desempenho operacional, encolheu 5,4% em base anual, totalizando R$ 717,6 milhões no período de janeiro a março deste ano.
A margem Ebitda ajustada ficou em 7,8%, uma queda 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período do ano passado.
As vendas totais do Magalu, incluindo marketplace, caíram 5,6% na comparação anual, para R$ 15,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
“O grande destaque foi o canal físico, que segue crescendo muito acima do mercado e ampliando seu market share de forma consistente. Com faturamento de R$ 5,2 bilhões e um crescimento de 7% comparado ao mesmo período do ano anterior, as lojas físicas reafirmam sua força e relevância para o nosso modelo de negócios”, diz a companhia.
O Magalu encerrou o primeiro trimestre de 2026 com 1.245 lojas, sendo 1.015 convencionais e 230 virtuais.
No trimestre, a receita bruta foi de R$ 11,4 bilhões, um recuo de 1,8% na comparação anual. Já a receita líquida teve contração de 2%, totalizando R$ 9,2 bilhões.
O resultado, segundo a varejista, reflete a estratégia de priorização da rentabilidade nos canais digitais, sendo positivamente impulsionado pelo canal físico, que segue como um importante pilar de crescimento e resiliência no ecossistema da companhia.
Outros números do trimestre
No primeiro trimestre de 2026, as despesas financeiras líquidas totalizaram R$ 568,7 milhões, equivalentes a 6,2% da receita líquida.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, as despesas aumentaram 16,5%, devido, principalmente, ao aumento da taxa de juros, que subiu de 12,25% no início do 1T25 para 15% no 1T26, destaca a companhia.
No período de janeiro a março, as vendas do e- commerce totalizaram R$ 10 bilhões, com destaque para a venda de R$ 6,1 bilhões vindas do estoque próprio (1P). No marketplace as vendas foram de R$ 3,9 bilhões.
O Magalu reportou geração de caixa operacional nos últimos 12 meses de R$ 2 bilhões, influenciada pelo resultado operacional e pela evolução do capital de giro. A companhia encerrou o primeiro trimestre deste ano com uma posição de caixa líquido ajustado de R$ 1,2 bilhão, e uma posição de caixa total de R$ 6,2 bilhões.
Na mensagem da diretoria, a companhia afirma que o primeiro trimestre de 2026 representa um marco de transição para o Magalu.
“Ao mesmo tempo em que colhemos os frutos de uma rigorosa disciplina financeira e operacional — refletida na consistência das nossas margens e do nosso caixa —, iniciamos um novo ciclo estratégico. Em um cenário que ainda exige pragmatismo, provamos que é possível equilibrar o foco inegociável na proteção das nossas margens operacionais e no rigoroso controle de despesas com inovações transformacionais, gerando valor para o longo prazo no nosso ecossistema”, diz o documento.