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Computação quântica entra na agenda estratégica dos EUA

23 jun 2026, 11:09 - atualizado em 23 jun 2026, 11:09
Computador Quântico
(Imagem: Pixabay/TheDigitalArtist)

O governo Trump está acelerando a agenda de computação quântica nos Estados Unidos, com determinações para desenvolver o primeiro computador quântico voltado à pesquisa científica e acelerar a migração do governo para a criptografia pós-quântica até 2031.

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A máquina deverá ser instalada em um laboratório nacional até 2028, um prazo considerado ambicioso por antecipar as metas de boa parte da indústria. A IBM, por exemplo, trabalha com a expectativa de lançar um supercomputador quântico tolerante a falhas apenas em 2029, enquanto outras empresas miram 2030 ou depois.

A tolerância a falhas é vista como o grande marco tecnológico do setor, pois significa construir sistemas capazes de operar de forma estável mesmo diante de falhas em seus componentes individuais.

A ordem também determina que o Departamento de Energia defina as especificações técnicas do projeto, incluindo métricas como quantidade e qualidade dos qubits, as unidades básicas da computação quântica.

Além disso, agências como a NASA e o Departamento de Comércio deverão elaborar planos para a implantação de sensores e redes habilitados por tecnologia quântica. O movimento se apoia em um pacote de US$ 2 bilhões do Departamento de Comércio, incluindo participações em empresas do setor, e reforça que a computação quântica passou a ocupar uma posição estratégica ao lado da inteligência artificial e da tecnologia nuclear na agenda industrial, científica e de segurança dos Estados Unidos.

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A leitura mais importante é que a computação quântica começa a deixar de ser apenas uma promessa científica distante para se tornar uma prioridade estratégica de Estado, como já aconteceu com a inteligência artificial.

Ainda há riscos relevantes — prazos ambiciosos, incertezas técnicas, modelos de negócio em formação e valuations sensíveis a frustrações no curto prazo —, mas o direcionamento de capital público, a definição de metas claras e a entrada de grandes empresas, laboratórios nacionais e governos tendem a acelerar o amadurecimento do setor.

Para o investidor, isso reforça a visão de que a próxima fase da tecnologia será marcada por infraestrutura crítica, segurança, capacidade computacional e soberania tecnológica.

Nesse sentido, a computação quântica deve ser vista como uma extensão natural do ciclo de IA, e não como uma tese concorrente: enquanto a inteligência artificial já impulsiona a demanda por semicondutores, energia, data centers, redes, memória, software e modelos avançados, a computação quântica pode ampliar esse ecossistema ao abrir novas fronteiras em simulações científicas, criptografia, descoberta de medicamentos, materiais avançados, defesa e otimização industrial.

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O caminho deve seguir volátil e seletivo, mas a direção estrutural permanece positiva.

Por isso, seguimos construtivos com as teses de inteligência artificial e computação quântica, mantendo uma visão favorável à exposição ao Defiance Quantum ETF (NASDAQ: QTUM), como veículo mais diretamente ligado ao avanço da computação quântica, e ao BTG Pactual S&P/B3 Ingenius ETF (B3: GENB11), como alternativa local para capturar a transformação mais ampla em tecnologia, inovação e inteligência artificial, sempre com disciplina de preço, horizonte de longo prazo e foco em empresas capazes de converter inovação em receita, margem e vantagem competitiva sustentável.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus, participando de séries como Palavra do Estrategista e Double Income, além do programa Empiricus Private junto do Felipe Miranda, estrategista-chefe e um dos fundadores da casa. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus, participando de séries como Palavra do Estrategista e Double Income, além do programa Empiricus Private junto do Felipe Miranda, estrategista-chefe e um dos fundadores da casa. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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