Copasa (CSMG3) avança em privatização e protocola pedido de oferta secundária de ações que pode movimentar R$ 9 bilhões
A Copasa (CSMG3) protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o pedido de registro automático de oferta pública de distribuição secundária de, inicialmente, 171.113.881 ações ordinárias emitidas pela companhia e detidas pelo Estado de Minas Gerais, em mais um movimento rumo à aguardada privatização da companhia.
De acordo com o fato relevante divulgado pela companhia de saneamento na madrugada desta quinta-feira (21), a oferta será destinada ao público investidor em geral. Por ser uma oferta secundária, não haverá emissão de novas ações, apenas a venda por parte do governo mineiro.
Considerando o preço de fechamento das ações CSMG3 na véspera, de R$ 52,80, a operação pode movimentar R$ 9 bilhões, isso sem considerar eventuais lotes extras.
De acordo com o cronograma, a fixação do preço por ação está prevista para 2 de junho.
A operação pode ter incremento de até 11,2%, equivalente a até 19.135.730 ações adicionais. A Copasa afirmou que não haverá lote suplementar previsto na regulamentação e, por isso, não haverá procedimento de estabilização de preço após a operação.
O percentual de ações inicialmente ofertado pelo Estado de Minas Gerais será de 45% do capital social da companhia, o que corresponde a 89,94% da participação atualmente detida, podendo chegar a até 50,03% do capital social, o que corresponde a 100% da participação atualmente detida pelo acionista vendedor.
“Será admitida a distribuição parcial das ações no âmbito da oferta, desde que sejam colocadas no âmbito da oferta, no mínimo, 114.075.921 ações”, diz o documento.
A oferta será realizada sob a coordenação do Banco BTG Pactual, na posição de coordenador líder, Itaú BBA, Bank of America, Citi e UBS BB. Também haverá esforços de colocação das ações no exterior.
Investidor estratégico
A expectativa é que a privatização ocorra até junho. O modelo segue a estrutura de follow-on (oferta subsequente de ações) adotada pela Sabesp (SBSP3), que prevê justamente a entrada do chamado investidor de referência.
A seleção prévia envolve investidores profissionais, de forma individual ou em consórcio. Os interessados deverão comprovar o atendimento a critérios técnicos, financeiros e de governança para participar da disputa.
O encerramento do período para entrega de documentos para definição do investidor de referência finalista à B3 é em 25 de maio.
A definição do investidor estratégico está entre as próximas etapas do processo, quando serão apresentadas propostas vinculantes com indicação de preço por ação. Após o anúncio do investidor de referência, será lançada a oferta a mercado.
Entre as exigências, os candidatos deverão comprovar experiência em infraestrutura, com investimentos de ao menos R$ 6,3 bilhões ao longo dos últimos 20 anos. Também precisarão apresentar garantias financeiras robustas, incluindo cartas de fiança de no mínimo R$ 7 bilhões.