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Copom reduz a Selic para 14% ao ano; confira

05 ago 2026, 18:38 - atualizado em 05 ago 2026, 19:11
Banco Central BC Juros Selic Focus
Logotipo do Banco Central em sua sede, em Brasília, Brasil, em 18 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

O Comitê de Política Monetária (Copom) informou que reduziu a taxa Selic para 14% na reunião desta quarta-feira (5). A decisão foi unânime.

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O mercado já apostava em um corte de 0,25 ponto percentual com um ambiente levemente mais favorável para inflação, mas mantendo o tom cauteloso em meio a elevada incerteza no cenário externo.

No comunicado, o comitê ressalta exatamente isso. Devido a indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas, o cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Já sobre o cenário doméstico, o BC afirma que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião sugere uma moderação gradual da atividade econômica, mas que ainda enxerga sinais mistos entre setores, al´m de um mercado de trabalho aquecido.

“Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta”, ressaltou em determinado trecho.

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O Banco Central destacou que as expectativas de inflação continuam acima da meta, com projeções de 5% para 2026 e 4,2% para 2027, segundo o Boletim Focus. Para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, a projeção do Copom é de inflação em 3,2% no cenário de referência.

O Comitê também afirmou que os riscos para a inflação permanecem “mais elevados que o usual”, com assimetria para cima. Entre os principais riscos altistas estão uma desancoragem mais prolongada das expectativas, eventuais efeitos de choques sobre os preços do petróleo e da energia, uma inflação de serviços mais resistente e uma taxa de câmbio persistentemente depreciada.

O Copom também citou a possibilidade de estímulos à demanda levarem a atividade econômica a crescer acima do potencial, dificultando a convergência da inflação para a meta.

Do outro lado, o Banco Central reconheceu riscos de baixa, principalmente uma desaceleração mais intensa da economia brasileira, uma piora do crescimento global provocada pelos choques de comércio e petróleo e uma eventual queda nos preços das commodities.

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O Comitê afirmou ainda que os indicadores correntes de atividade permanecem compatíveis com uma trajetória de desaceleração ao longo de 2026, mas segue atento aos efeitos da política fiscal sobre a inflação, a política monetária e os ativos financeiros.

Nesse cenário, o Copom evitou sinalizar previamente os próximos passos. O comunicado afirma que a “magnitude total do ciclo de calibração” será definida conforme a chegada de novas informações, reforçando que o espaço para novos cortes dependerá da evolução do cenário.

Comitê ressaltou que “seguirá acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”.

A projeção do próprio Banco Central para o primeiro trimestre de 2028, novo horizonte relevante da política monetária, é de inflação em 3,2% no cenário de referência.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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