Giro do Mercado

“Corte veio, mas juros menores podem acabar antes do esperado”, diz especialista sobre a ata do Copom

05 maio 2026, 15:39 - atualizado em 05 maio 2026, 15:39

Após dias muito tensos com a guerra no Oriente Médio, o foco do mercado brasileiro nesta terça-feira (05) voltou-se para a divulgação da ata do Copom, dos balanços do 1T26 e para as eleições presidenciais.

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No Giro do Mercado, a jornalista Paula Comassetto recebeu João Ferreira, sócio da One Investimentos, para apresentar os principais destaques sobre a decisão do BC e o cenário da economia brasileira.

A ata do Copom entra no radar ao dar novas pistas sobre o futuro da Selic, em meio a desafios adicionais para o Banco Central com o novo Desenrola Brasil, anunciado na véspera pelo governo federal.

No documento, o Banco Central reconheceu que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global. Além disso, afirma que o tempo de guerra já pode ter sido suficiente para materializar riscos para a inflação no Brasil, principalmente via expectativas.

“Podemos resumir que o Copom entregou o corte que o mercado queria [na última reunião], mas avisando que a expectativa de juros mais baixos pode acabar antes do esperado se o cenário global não ajudar”, afirmou Ferreira. Ele ainda completou analisando que a postura do BC segue um comportamento adotado historicamente para evitar pressões inflacionárias.

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Em relação à reação do mercado sobre a decisão, o especialista explicou que o Copom, tradicionalmente, não se compromete com um fator específico para pautar a decisão, evitando estabelecer indicadores para os próximos movimentos. “Para a reunião de junho, o importante é avaliar o reflexo do aumento do preço do petróleo, principalmente em relação a serviços e ao câmbio”, destacou o analista.

Em relação ao impacto do Desenrola Brasil sobre o trabalho do BC, Ferreira afirmou que o setor de varejo será o principal afetado pela inflação de serviços. “O programa facilita o acesso a crédito, aumenta o nível de demanda, porém em um patamar de Selic alto, em 14,5%”.

Os investidores também acompanham a temporada de balanços do 1T26, com a expectativa dos resultados de Itaú (ITUB4) ainda hoje.

“Para Itaú, esperamos um resultado positivo, porque dentre as instituições financeiras listadas em bolsa, o nível de inadimplência nele é menor do que nos demais”, aponta Ferreira.

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O mercado também repercute a nova pesquisa da Real Time Big Data, que aponta o presidente Lula tecnicamente empatado com possíveis adversários em um eventual segundo turno. Entre março e maio, Flávio Bolsonaro subiu de 41% para 44% nas intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula variou de 42% para 43%.

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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