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Cosan (CSAN3): XP retoma cobertura, mas corta alvo quase pela metade

23 jun 2026, 10:54
Cosan csan3 vale vale3
Imagem: Divulgação)

A XP Investimentos retomou sua cobertura de Cosan (CSAN3), recomendando compra para ação. Entretanto, a casa reduziu o preço-alvo de R$ 9 para R$ 4,90 — apesar da baixa, representando ainda um potencial de alta de 39%.

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Segundo Regis Cardoso, que assina o relatório, Compass (PASS3) e Rumo (RAIL3), subsidiárias listadas na B3, representam a maior parte do upside para o papel da holding.

Em menor medida, a XP também vê potenciais catalisadores para destravar valor no nível de holding, como:

  1. otimização adicional da estrutura de capital, especialmente por meio de eventuais desinvestimentos;
  2. um menor custo de capital no Brasil, o que suportaria valuations mais elevados nas subsidiárias e ajudaria a reduzir o desconto de holding da Cosan (atualmente em c.-17%).

O analista volta a lembrar que o ambiente de juros elevados desencadeou um processo de otimização da estrutura de capital – que culminou em uma injeção de capital de R$ 10,5 bilhões – e de simplificação do portfólio de investimentos.



“A tese de investimento passa agora, em grande medida, pela capacidade da companhia de reduzir o overhead (custo adicional) da holding e destravar valor de seus ativos por meio de desinvestimentos e da capitalização de mercado das empresas listadas”.

O que acompanha o ‘pacote’ Cosan?

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De acordo com a XP, investidores que compram Cosan hoje estão majoritariamente se expondo à Compass e à Rumo.

Movimentos nos preços das ações de Compass e Rumo têm impacto direto e relevante na valuation da Cosan (cada +10% em Compass e Rumo representa +8% e +6% nas ações de CSAN, respectivamente).

Além desses dois ativos, a tese também inclui opcionalidades no nível da holding, como potenciais desinvestimentos em Moove e Radar, redução de despesas corporativas e eventual eliminação do desconto de holding.

Para a casa, os principais riscos para a recomendação e preço-alvo incluem questões como:

  1. juros persistentemente elevados;
  2. condições desfavoráveis para desinvestimentos;
  3. riscos idiossincráticos em Compass (ex.: revisões tarifárias potencialmente adversas na Comgás) e Rumo (ex.: maior competição pressionando tarifas de frete);
  4. um ambiente operacional desafiador – como pressão nas tarifas da Rumo ou continuidade dos impactos sobre a rentabilidade decorrentes do incêndio na planta da Moove.
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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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