Economia

Crescimento da indústria da zona do euro desacelera e custos de insumos têm máxima em 4 anos, mostra PMI

01 jun 2026, 7:48 - atualizado em 01 jun 2026, 7:48
PIB Estados Unidos EUA 2T23 segundo trimestre 2023 economia americana
(Imagem: Corporation/via REUTERS)

O crescimento do setor industrial da zona do euro perdeu força em maio, com a demanda por produtos estagnada e problemas na cadeia de oferta ligados à guerra no Oriente Médio elevando os custos de insumos ao seu maior patamar em quatro anos, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

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O Índice de Gerentes de Compras (PMI) de indústria da S&P Global para a zona do euro caiu para 51,6 em maio, vindo do patamar mais alto em quase quatro anos de 52,2 registrado em abril, mas acima da preliminar de 51,4.

Uma leitura acima de 50,0 indica crescimento na atividade.

“Embora os fabricantes da zona do euro tenham relatado expansão pelo quarto mês consecutivo em maio, o setor está mostrando sinais de dificuldades sob o peso do aumento dos preços e das interrupções no fornecimento decorrentes da guerra no Oriente Médio”, disse Chris Williamson, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence.

Os novos pedidos estagnaram em maio, uma reversão acentuada em relação a abril, quando a demanda – um indicador importante da saúde do setor – cresceu no ritmo mais rápido em quatro anos com os consumidores antecipando suas compras. Os pedidos de exportação diminuíram, aumentando a retração na demanda geral.

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A produção das fábricas continuou a expandir, mas no ritmo mais lento desde janeiro, com o índice de produção caindo de 52,3 em abril para o menor nível em quatro meses, de 51,3.

A confiança dos fabricantes para o ano seguinte permaneceu positiva, mas abaixo de sua média de longo prazo.

Em relação aos preços, os custos de insumos aumentaram no ritmo mais acentuado desde maio de 2022, impulsionados por um aumento nos preços de energia e de matérias-primas. As empresas repassaram parte de seu custos para os clientes, elevando os preços cobrados no ritmo mais rápido em três anos e meio.

“As fábricas estão tendo que repassar os custos mais altos para os clientes, o que inevitavelmente aumentará a inflação nos próximos meses. Entretanto, a demanda está sendo afetada pelos preços mais altos, e em maio as carteiras de pedidos estagnaram após três melhorias mensais sucessivas”, acrescentou Williamson.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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