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CURY3, TEND3, DIRR3: O céu está nublado para as incorporadoras do segmento econômico; veja em qual investir

25 set 2026, 10:25
Ibovespa, bolsa de valores, mercado, mercados, ações, carteira recomendada
Pessoas observam painel eletrônico que exibe o gráfico das recentes flutuações dos índices de mercado no pregão da BM&F Bovespa, no centro de São Paulo, Brasil, em 9 de maio de 2016 (REUTERS/Paulo Whitaker)

As incorporadoras de baixa renda atravessam uma combinação curiosa: os fundamentos operacionais continuam relativamente saudáveis, mas as ações perderam força ao longo de setembro, com quedas de dois dígitos.

Ao longo dos últimos meses, os players do setor relataram maior lentidão — ou seletividade — da Caixa na concessão de crédito. Neste mês, a principal novidade foi a greve dos funcionários da CEF, ainda sem solução.

Para as incorporadoras, o efeito é bastante específico. As vendas continuam acontecendo e os desembolsos relacionados ao avanço das obras seguem funcionando, mas o processo de repasse dos clientes à Caixa pode ficar represado. Isso tende a afetar principalmente a geração de caixa do terceiro trimestre, ainda que parte relevante do impacto possa representar apenas uma postergação para o quarto trimestre, caso a operação seja normalizada rapidamente.

Há ainda um terceiro ruído: a chuva. São Paulo registrou volumes recordes em setembro. Para incorporadoras com obras concentradas no estado, o ambiente adiciona algum risco de produtividade e de cronograma no curto prazo.

Na Bolsa, essa combinação ajudou a abrir uma divergência relevante e favoreceu o fluxo para outras teses, em especial aquelas mais bem posicionadas para uma virada de ciclo, de olho no ambiente fiscal. A Cyrela (CYRE3), por exemplo, avança em torno de 9% no mês.

De modo geral, a conjuntura de curto prazo pode permanecer turbulenta para o setor, no aguardo do resultado eleitoral e das prévias operacionais. Embora exista um cenário de revisão de projeções, os múltiplos de empresas como Cury (CURY3), Tenda (TEND3) e Direcional (DIRR3), nossa escolha, já apresentam uma margem de segurança razoável para investimento, entre 4 e 5 vezes o lucro projetado para 2027.

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Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e profissional da Empiricus Research desde 2016. Com as certificações CAIA e CNPI, é o analista de Real Estate e responsável pela série Renda Imobiliária, que atua no mercado de fundos de investimento imobiliários.
Administrador de empresas formado pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP-FGV) e profissional da Empiricus Research desde 2016. Com as certificações CAIA e CNPI, é o analista de Real Estate e responsável pela série Renda Imobiliária, que atua no mercado de fundos de investimento imobiliários.

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