Cyrela (CYRE3) tem pouco espaço para crescimento de margem bruta sobre patamar atual, diz CFO
A Cyrela (CYRE3) deve ter pouco espaço para crescimento da margem bruta e permanecerá por algum tempo no patamar atual de 34,4%, disse nesta sexta-feira (14) o diretor financeiro (CFO) da construtora, Miguel Mickelberg.
Em apresentação dos resultados do segundo trimestre (2T26), Mickelberg destacou que a margem pode ter pressão da volatilidade causada pela inflação ou pelo impacto dos volumes de lançamentos nas vendas de estoque.
“O patamar em que a gente chegou agora conversa bastante com as nossas últimas safras de lançamento. Por outro lado, tirando a questão da volatilidade, a gente pode, sim, ver períodos um pouco mais longos com margem bruta próxima a esse patamar”, disse.
O executivo afirmou que a geração de caixa operacional no primeiro semestre (1S26) foi bem acima do esperado, e que o grupo pode ter bastante espaço tanto para otimizar estrutura de capital como para dar retorno aos acionistas.
“Vamos olhar todas essas oportunidades. Ainda não temos qualquer definição sobre isso, mas realmente a direção de caixa no ano está boa, então nos dá mais confiança”, afirmou o CFO.
A Cyrela registrou lucro líquido de R$ 452 milhões e receita líquida de R$ 2,5 bilhões no segundo trimestre, em linha com as expectativas do mercado segundo dados da LSEG.
De acordo com analistas do Itaú BBA, o principal destaque do balanço foi a forte geração de caixa de R$ 272 milhões, bem acima das expectativas.
Segundo Elvis Credendio e equipe, se a Cyrela conseguir manter esse nível de desempenho, junto com a conclusão da venda de carteira imobiliária para a TRXF11, o índice de alavancagem no final do ano poderia ficar muito abaixo de expectativas atuais e abrir espaço para dividendos e recompra de ações.
As ações CYRE3 subiam 0,7% às 12h45 (horário de Brasília), a R$ 21,15.