Dasa (DASA3) desaba 17% após resultados; XP e BTG fazem suas apostas
Os resultados do segundo trimestre de 2026 da DASA (DASA3) dividiu as opiniões do mercado.
Na visão do BTG Pactual, os números vieram fracos, o que não foi uma surpresa para o mercado, e ainda dependem de melhorias para convencer.
Já a XP Investimentos está mais otimista, afirmando que o turnaround da Dasa reforça o progresso da companhia.
Na tarde desta sexta-feira (14), por volta das 15h15, DASA3 caía 17,93% no Ibovespa, cotada a R$ 2,06.
Dívida ainda preocupa
No trimestre, a empresa teve prejuízo de R$ 35 milhões, mas redução significativa ante o prejuízo de R$ 454 milhões registrado no mesmo período de 2025.
A receita líquida pro forma cresceu 8% na comparação anual, para R$ 2,2 bilhões, 3,5% abaixo da projeção do BTG.
Entretanto, para o banco, esse crescimento ainda não está se convertendo em uma melhora consistente da rentabilidade, visto que o lucro líquido ainda foi negativo.
Os analistas reforçam que o grande problema da Dasa está no endividamento. Segundo o BTG, a operação está gerando caixa, mas uma parcela muito grande desse dinheiro está sendo consumida pelos juros da dívida.
A dívida líquida ficou em aproximadamente R$ 5,5 bilhões, e a alavancagem do covenant subiu de 2,88 vezes para 3,39 vezes.
Para o banco, o aspecto positivo ficou com a divisão de hospitais e oncologia. Nesse segmento, a receita ficou praticamente estável, mas o lucro bruto cresceu 4%, e a margem bruta subiu de 30,5% para 32%.
Ainda assim, o BTG decidiu manter uma postura neutra em relação à Dasa, com preço-alvo de R$ 2,50, frente R$ 2,54 na data do relatório. O potencial de queda é de 1,6%.
XP destaca avanço operacional
Por outro lado, a XP indicou que “a Dasa segue apresentando melhorias operacionais consistentes, com destaque para a diluição de despesas”.
Os analistas ressaltam a redução das despesas em 22% no comparativo anual, “impulsionada por menores perdas com recebíveis, pela continuidade da simplificação organizacional e por uma gestão disciplinada de despesas”.
Para os analistas, as projeções para Dasa no 3T26 são promissoras, esperando uma geração de caixa mais forte no período. Eles descrevem o resultado operacional do 2T26 como “sólido”.
A expectativa é de 335% de crescimento na geração de caixa, um aumento de R$ 77 milhões em comparação aos R$ 23 milhões reportados agora.
Na visão da XP, o turnaround da Dasa aposta em bases para melhorias de rentabilidade, destacando a disciplina de despesas. A casa reitera a recomendação de compra.
*Com supervisão de Renan Dantas