Saúde

De R$ 10 bi a R$ 50 bi: Mercado de canetas para emagrecer engorda o bolso das varejistas farmacêuticas

10 set 2026, 14:45
caneta de medicamento à base de semaglutida
(Imagem: Getty Images/Canva)

O uso de remédios para emagrecer deixou de ser apenas uma conversa de consultório para se transformar no principal catalisador financeiro do varejo farmacêutico brasileiro nos últimos anos.

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Entre 2021 e 2025, o mercado das chamadas “canetas emagrecedoras” movimentou R$ 10 bilhões no país. O impacto foi tão profundo que esses medicamentos injetáveis deixaram de ser itens de nicho e viraram verdadeiros pilares de crescimento de vendas nas redes de farmácias.

Marcas que já fazem parte do vocabulário popular, como Ozempic, Mounjaro e Wegovy, lideram isoladas essa nova dinâmica de consumo. Para além dos efeitos na balança, os remédios da classe dos análogos de GLP-1 viraram um motor indispensável para o fluxo de caixa do varejo de saúde.

O efeito no balanço das gigantes da bolsa

O impacto financeiro já aparece de forma clara nos resultados trimestrais reportados pelas varejistas farmacêuticas.

Dados divulgados por grandes redes listadas na bolsa brasileira, a exemplo de RD Saúde (Droga Raia e Drogasil) e Pague Menos, apontam que a classe GLP-1 já representa entre 9% e 12% de sua receita total.

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Analistas de mercado acompanham de perto essa tese e estimam que a categoria continuará ganhando espaço até atingir 20% das vendas totais dessas redes até 2030.

Um mercado rumo aos R$ 50 bilhões

Os números atuais revelam apenas a primeira etapa de uma transformação estrutural que está longe do fim. No curto e médio prazo, a expectativa é que o mercado brasileiro de canetas emagrecedoras alcance R$ 20 bilhões anuais, impulsionado por novas marcas e opções de tratamento.

No entanto, o teto projetado para 2030 é ainda mais agressivo. Com a futura chegada e popularização das versões genéricas (após a queda das patentes), somada à expansão do tratamento para as classes B e C, relatórios do Itaú BBA e estudos da consultoria PwC indicam que o mercado formal de canetas emagrecedoras pode atingir até R$ 50 bilhões até 2030 no Brasil.

* Sob supervisão de Maria Carolina Abe

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

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