Ibovespa ignora cautela do exterior, inverte tendência e salta mais de 1% com eleições em foco
O Ibovespa (IBOV), que começou o pregão em queda, inverteu o sinal e passou a subir mais de 1% nos últimos minutos da manhã desta quinta-feira (10) com a nova pesquisa eleitoral AtlasIntel no radar.
Por volta de 12h (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira bateu a máxima intradia, aos 188.422,42 pontos, com alta de 1,50%.
Há menos de um mês das eleições, o mercado precifica o possível avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República. As últimas pesquisas de intenção de votos já têm mostrado o bolsonarista à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno. A AtlasIntel deve ser divulgada ainda hoje.
Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, diz que o mercado está precificando uma expectativa crescente de vitória de Flávio e que também há sinais desse movimento no mercado preditivo.
“Mercado vem acompanhando essas mudanças [nas pesquisas] para reajustar posições com uma tendência de um governo pró-mercado”, afirma.
Mais cedo, a pequisa PoderData/Aya mostrou Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno: o senador tem 47% das intenções de voto contra 45% do petista.
Já no mercado de apostas no exterior, Flávio já é o favorito à Presidência pela primeira vez. O Polymarket, por exemplo, mostra 52% de probabilidade de uma vitória do senador contra 45% de Lula. O contrato sobre a eleição brasileira já movimentou quase US$ 147 milhões.
Além disso, o candidato Augusto Cury (Avante), terceiro colocado nas últimas pesquisas, também afirmou que não apoiaria “em hipotése nenhuma” Lula, em evento em São Paulo nesta manhã.
Cury acrescentou que um possível apoio à Flávio estaria condicionado a explicações sobre doações de Daniel Vorcaro, dono do Master, para a produção do filme ‘Dark Horse’, que é sobre a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No exterior, os principais índices acionários operam em queda em meio a disparada dos preços do petróleo, com o Brent a US$ 105 por barril.
E o dólar?
O dólar opera em alta ante as moedas globais, como euro e libra, com a escalada das tensões geopolíticas e a disparada do petróleo Brent para acima de US$ 100. Por volta de 12h, o indicador DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, subia 0,09%, a 98.906 pontos.
Na comparação com o real, o dólar destoa do exterior e ganha fôlego em meio ao “trade eleitoral”, com o mercado precificando uma possível mudança de governo. No mesmo horário, a divisa norte-americana operava a R$ 5,0906, com baixa de 0,42%.
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O alívio também é observado na curva de juros futuros. Em destaque, a taxa do contrato do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, bateu mínima a 13,575%, ante 13,580% no fechamento anterior.
Já a taxa de DI para janeiro de 2034, de longo prazo, cedeu 20 pontos-base, a 14,04% na mínima intradia, ante 13,24% do ajuste anterior.