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Diesel e gasolina estão 32% e 14% abaixo da PPI, diz BofA, que já vê caminho para B20

18 ago 2026, 12:20
gasolina diesel dia livre de impostos taxação
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

Os preços do diesel e da gasolina praticados pela Petrobras (PETR4) estão, respectivamente, 32% e 14% abaixo da paridade de importação (PPI), segundo cálculos do Bank of America (BofA).

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Em relatório divulgado nesta terça-feira (18), o banco destaca que a recente alta das referências internacionais ampliou a defasagem dos combustíveis no mercado brasileiro. Ao mesmo tempo, os analistas começam a enxergar um caminho mais claro para a adoção do B20, mistura de 20% de biodiesel ao diesel fóssil.

Na última semana, o preço internacional do diesel convertido para reais avançou 14%, acompanhando a alta de 6% do petróleo. Com isso, aumentou a diferença entre os preços praticados no Brasil e aqueles que seriam observados pela paridade internacional.

Considerando o atual subsídio de R$ 1,12 por litro, o BofA calcula que o diesel da Petrobras esteja 32% abaixo da PPI.

Sem considerar o efeito do subsídio, porém, a diferença seria ainda maior: 45%, muito próxima da máxima de 47% registrada neste ano.

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No acumulado de 2026, o banco estima que o diesel tenha sido comercializado, em média, com desconto de 11% frente à paridade de importação.

Gasolina também amplia diferença para PPI

O movimento foi semelhante para a gasolina. As referências internacionais convertidas para reais subiram 16% na comparação semanal, levando o desconto frente à PPI para 14%, considerando um subsídio de R$ 0,44 por litro.

No acumulado do ano, o BofA estima que a gasolina esteja, em média, 15% abaixo da paridade de importação.

A defasagem ocorre em um momento de alta do petróleo, movimento que também vem pressionando as margens de refino da Petrobras.

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Segundo o BofA, o crack spread — indicador que funciona como uma referência para a margem de refino — do diesel da estatal recuou de US$ 55 para US$ 46 por barril na última semana, afastando-se da máxima de US$ 70 registrada em 2026.

Sem o efeito dos subsídios, essa margem cairia para apenas US$ 12 por barril. Ainda assim, considerando os subsídios, o nível atual permanece bem acima da média de US$ 28 por barril registrada em 2025.

Para a gasolina, a margem de refino é estimada em US$ 5 por barril. Excluindo os subsídios, entretanto, ficaria negativa em US$ 8 por barril. A título de comparação, a média de 2025 foi de US$ 15 por barril.

Já o crack spread internacional 3-2-1, uma das referências para a rentabilidade das refinarias, recuperou-se para US$ 67 por barril, próximo da máxima de US$ 70 observada neste ano.

B20 começa a ganhar um cronograma

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Além dos preços dos combustíveis, o BofA chamou atenção para os próximos passos do Brasil na ampliação da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel.

Segundo o relatório, o Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME) indicou que os testes com misturas contendo até 20% de biodiesel devem ser concluídos até fevereiro de 2027, enquanto a implementação está prevista para agosto de 2027.

Atualmente, o Brasil adota o B15, ou seja, uma mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.

Pela legislação do Combustível do Futuro, a participação do biodiesel deverá avançar gradualmente em 1 ponto percentual ao ano, até alcançar 20% em 2030.

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A chegada ao B20 representa um ponto relevante para a cadeia brasileira de biocombustíveis, principalmente pela possibilidade de ampliar a demanda por matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, como o óleo de soja.

Petrobras recebe mais R$ 536 milhões em subsídios

O relatório também destaca que a Petrobras anunciou na última sexta-feira o recebimento de quatro parcelas que somam R$ 536 milhões referentes aos programas federais de subvenção econômica para comercialização de gasolina e importação de gás natural liquefeito (GNL).

Com os novos pagamentos, o montante acumulado recebido pela companhia por meio desses programas chegou a R$ 6,9 bilhões, segundo a estatal.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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