Comprar ou vender?

Dividendo de 10% e potencial de valorização: o que a parceria da Allos (ALOS3) com a Kinea sinaliza, segundo BTG

26 out 2026, 14:00
shoppings Com dividendos altos, Allos (ALOS3) mira renda recorrente e acirra concorrência com FIIs; qual é a melhor opção? (Imagem: gerada no Copilot)
Entenda o que a parceria da Allos (ALOS3) com a Kinea sinaliza, segundo o BTG (Imagem: gerada no Copilot)

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para a Allos (ALOS3) após a administradora de shopping centers avançar na parceria com a Kinea Investimentos, gestora de fundos imobiliários (FIIs), apesar da redução do valor estimado da transação.

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O banco mantém preço-alvo de R$ 39,00 para as ações da companhia, o que representa potencial de valorização (upside) de aproximadamente 11% em relação à cotação de fechamento da última sexta-feira (23), de R$ 35,14.



Valor da operação reduzido

Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris avaliaram a parceria como positiva para a Allos, destacando que o negócio envolve a venda de participações em sete shopping centers da empresa para um novo fundo imobiliário da Kinea, o Kinea Allos Malls (KAML11).

Agora, porém, o valor da operação está estimado entre R$ 600 milhões e R$ 1 bilhão, enquanto na proposta inicial, anunciada em abril, a faixa prevista era de R$ 790 milhões a R$ 1,97 bilhão.

A conclusão da transação depende justamente da captação de pelo menos R$ 600 milhões pelo KAML11, em sua primeira oferta pública de cotas. A distribuição começou na última quinta-feira (22).

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Para os analistas do BTG, a redução do tamanho do negócio está relacionada, principalmente, a “condições de mercado”.

Os shoppings envolvidos

O percentual de cada shopping a ser vendido também dependerá do volume final captado pelo veículo. Em princípio, a negociação envolve participações nos seguintes ativos:

  • De 49,5% a 70% do Shopping Metrô Santa Cruz;
  • 41% a 65% do Caxias Shopping;
  • 8% a 18% do Bangu Shopping;
  • 20% a 29% do Shopping Parangaba;
  • 9% a 22% do Plaza Sul Shopping;
  • 6,5% a 12% do Shopping Villa Lobos;
  • 5% a 7% do Shopping Tamboré.

De acordo com o BTG, a transação implica uma taxa de capitalização (cap rate) de 11%, considerando o resultado operacional líquido dos ativos nos últimos 12 meses. A Allos, por sua vez, informou que espera uma taxa de 9,5%.

Na avaliação dos analistas, a diferença pode estar relacionada a itens sem efeito direto no caixa, especialmente no Shopping Metrô Santa Cruz, que opera sob concessão, além de remuneração de administração recebidas pela companhia.

Como será o pagamento?

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Caso a captação de recursos pelo fundo seja bem-sucedida, a Allos receberá 80% do valor da transação no fechamento do negócio.

Essa parcela será paga parcialmente em dinheiro e parcialmente em cotas do KAML11, que representarão uma participação de 24% da empresa no novo FII.

Já os 20% restantes serão quitados em três prestações iguais, com vencimentos em 24, 36 e 48 meses.

BTG vê potencial para dividendos e novas aquisições

O BTG considera que a venda das participações pode beneficiar a Allos por três motivos principais:

  • Ocorre a condições consideradas atrativas;
  • Abre espaço para novas aquisições pelo KAML11;
  • Cria uma fonte adicional de receitas recorrentes para a administradora de shoppings.
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Sobre o segundo ponto, o banco destaca que a parceria prevê direito de primeira proposta da Kinea sobre frações em shopping centers do portfólio da Allos, o que pode facilitar futuras operações envolvendo o fundo.

Além disso, de acordo com os analistas, a companhia poderá receber receitas recorrentes com serviços de gestão e administração dos ativos vendidos ao KAML11, que ficarão sob sua guarda.

Na avaliação do BTG, a operação também ajuda a sustentar distribuições de proventos mais elevadas. O banco projeta um dividend yield (retorno em dividendos) de 10% para as ações da Allos até 2028.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no "Economista Sincero". Hoje, atua como repórter no Money Times e no Seu Dinheiro.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no "Economista Sincero". Hoje, atua como repórter no Money Times e no Seu Dinheiro.

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