Ouro recua quase 1% de olho em Fed
O ouro encerrou o pregão desta terça-feira (18) em queda e próximo a perder o nível de US$ 4 mil por onça-troy, apesar do enfraquecimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americanos e da terceira queda consecutiva dos preços do petróleo.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com recuo de 0,94%, a US$ 4.038,70 por onça-troy.
Já a prata para setembro caiu 2,03%, a US$ 57,53 por onça-troy.
O que mexeu com o ouro hoje?
Os desdobramentos e tratativas em torno da trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, bem como o recuo do barril do petróleo Brent para o nível próximo a US$ 80 por barril, ficaram em segundo plano, com o mercado à espera de uma nova decisão de política monetária nos EUA.
A expectativa é de que o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) mantenha os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano nesta quarta-feira (29). A decisão, diferentemente da anterior, não deve ser unânime.
“A visão de manutenção em julho é uma decisão mais apertada do que esperávamos após a inflação suave de junho. O aumento do preço do petróleo elevou os riscos de alta”, avalia o economista do Bank of America (BofA), Mark Cabana.
Os investidores também já esperam sinalizações de novos aumentos nas taxas a partir da decisão seguinte, em setembro.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 70,6% de chance de juros inalterados pelo Fed amanhã. Já para a decisão de setembro, a aposta majoritária segue de ajuste para cima (76,2%).
*Com informações de Estadão Conteúdo