Dólar

Dólar fecha próximo à estabilidade a R$ 4,89 de olho no Oriente Médio

11 maio 2026, 17:08 - atualizado em 11 maio 2026, 17:11
Dólar câmbio bdr ações
(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista fechou próximo à estabilidade em dia de baixa liquidez no mercado, apesar do avanço nas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

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Nesta segunda-feira (11), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,8914, com ligeira queda de 0,05%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,06%, aos 97.964 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio seguiu acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a resposta do Irã a uma proposta de paz dos EUA, o que provocou uma nova disparada nos preços do petróleo.

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O mercado segue preocupado com a extensão do conflito, que já dura dois meses e meio, uma vez que a paralisação do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz por período prolongado pressiona a oferta e os preços de petróleo e energia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o cessar-fogo com o Irã está “respirando por aparelhos” e cogitou, em entrevista à Fox, retornar com o “Projeto Liberdade”, voltado a garantir a passagem segura de navios no Estreito de Ormuz.

Já o Irã, segundo a agência de notícias Tasnim, posicionou submarinos da classe Ghadir na região do estreito, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.

Por aqui, o mercado também acompanhou as estimativas intermediárias dos economistas consultados no Boletim Focus do Banco Central (BC). Pela nona semana consecutiva, a projeção para a inflação de 2026 foi elevada com a alta de preços de petróleo e energia.

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A expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2026 avançou de 4,89% para 4,91%, acima do teto da meta para a inflação definida pelo BC, de 4,5%. Os números para 2027, 2028 e 2029 seguiram em 4%, 3,64% e 3,50%, respectivamente.

Na avaliação do especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a moeda norte-americana abriu a sessão acompanhando o fortalecimento global do dólar, em meio à cautela com o impasse nas negociações entre EUA e Irã e o petróleo ainda acima de US$ 100.

O movimento, no entanto, perdeu força em dia de pregão de baixa liquidez, afirma.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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