Wall Street tem alta com Trump e tecnologia; S&P 500 ultrapassa 7,4 mil pontos pela primeira vez
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (11) em alta, com o otimismo de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, apesar de Trump rejeitar a contraproposta de Teerã no fim de semana.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,19%, aos 49.704,34 pontos;
- S&P 500: +0,19%, aos 7.412,87 pontos – no maior nível nominal histórico;
- Nasdaq: +0,10%, aos 26.274,125 pontos – no maior nível nominal histórico.
Por volta de 13h (horário de Brasília), o S&P 500 renovou a máxima histórica intradia aos 7.425,18 pontos e o Nasdaq bateu recorde intradia aos 26.352,27 pontos.
De olho no Oriente Médio
As atenções dos investidores continuam concentradas nas negociações de paz no Oriente Médio.
Em coletiva de imprensa sobre saúde maternal no Salão Oval, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o cessar-fogo com o Irã está “incrivelmente frágil” e “respirando por aparelhos”, mas que uma solução diplomática “é bem possível”.
Ele reafirmou que a proposta de Teerã é “inaceitável”.
Neste domingo (10), o Irã respondeu à proposta de acordo da Casa Branca. No documento, Teerã exigiu o fim da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano – onde Israel, aliado dos EUA, está combatendo militantes do Hezbollah apoiados pelo Irã.
Além disso, os iranianos pediram o fim ao bloqueio naval, suspensão das sanções e revogação da proibição imposta pelos EUA à venda de petróleo do país, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.
Com a continuidade do impasse, os preços do petróleo voltaram a disparar nesta segunda-feira, com o barril do Brent acima de US$ 100 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Na tentativa de conter os preços, Trump anunciou que reduzirá o imposto federal sobre a gasolina por um período ainda a ser determinado.
A isenção do imposto exige que o Congresso, atualmente controlado pelos pares republicanos de Trump, aprove a legislação. “Sim, vou reduzir”, disse Trump. Perguntado por quanto tempo ele suspenderia o imposto, ele disse: “até que seja apropriado”.
Mais geopolítica no radar
O mercado também operou à espera do encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. De acordo com Pequim, a visita do presidente norte-americano acontecerá entre quarta-feira (13) e sexta-feira (15).
O chefe da Casa Branca disse, nesta segunda-feira, que discutirá a venda de armas para Taiwan.
“Vou discutir esse assunto com o presidente Xi”, disse Trump aos repórteres na Casa Branca, quando perguntado sobre o apoio de longa data de Washington à defesa de Taiwan. “O presidente Xi gostaria que não o fizéssemos, e eu terei essa conversa. Essa é uma das muitas coisas sobre as quais falarei.”
A China reivindica a ilha governada democraticamente como sua, uma alegação que Taiwan rejeita. Washington segue uma “política de uma só China”, reconhecendo a posição da China, mas não se pronunciando sobre a soberania de Taiwan. Os EUA são o mais importante apoiador internacional de Taiwan e são obrigados por lei a ajudar em sua defesa.
Segundo uma autoridade à Reuters, Elon Musk (Tesla), Tim Cook (Apple), Larry Culp (GE Aerospace), e Kelly Ortberg (Boeing) irão junto com Trump à China nesta semana
Ajuda ‘tech’
Além do otimismo do mercado de um cessar-fogo no Oriente Médio, as ações de tecnologia impulsionaram os ganhos de Wall Street.
Os papéis de Nvidia (NVDA), por exemplo, encerraram a sessão com alta de 1,97%, a US$ 219,44.