Dólar

Dólar fecha a R$ 4,99 de olho nas negociações entre EUA e Irã

14 abr 2026, 17:05 - atualizado em 14 abr 2026, 17:12
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(Imagem: iStock/eyeglb)

O dólar à vista encerrou a sessão próximo à estabilidade, diante da expectativa de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

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Nesta terça-feira (14), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 4,9938, com queda de 0,06%.

Durante a sessão, a moeda bateu a mínima a R$ 4,9727 (-0,49%), no menor nível em mais de dois anos.



O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,24%, aos 98,125 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A expectativa de avanço nas tratativas por um acordo de paz duradouro seguiram como ponto focal dos investidores.

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Delegações dos Estados Unidos e do Irã podem retomar as negociações no Paquistão para acabar com a guerra nesta semana, segundo a agência de notícias Reuters. O presidente dos EUA, Donald Trump, também disse que o Irã quer fazer um acordo.

À tarde, Israel e Líbano concordaram em iniciar negociações diretas em uma data e local mutuamente acordados após uma reunião trilateral organizada pelos Estados Unidos em Washington, informou o Departamento de Estado dos EUA em um comunicado.

Para Teerã, o cessar-fogo deve envolver o fim dos ataques de Israel ao Líbano. Na semana passada, a imprensa norte-americana noticiou que Trump pediu ao premiê israelense, Benjamin Netanyahu, que desse uma moderada nos bombadeios ao Líbano.

Nos EUA, os preços ao produtor dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em março, uma vez que o custo dos serviços permaneceu inalterado, mas a alta dos preços da energia devido à guerra com o Irã está alimentando as pressões inflacionárias.

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O Índice de Preços ao Produtor (PPI, em inglês) subiu 0,5% em março, depois de um avanço revisado para baixo de 0,5% em fevereiro, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalhos do Departamento do Trabalho.

Cenário doméstico

O volume de serviços no Brasil registrou alta pelo segundo mês seguido em fevereiro e está no patamar recorde da série histórica, mostrando que a demanda doméstica segue resiliente, embora tenha ficado abaixo do esperado. Os dados foram divulgados nesta manhã.

Em fevereiro, o volume de serviçou avançou 0,1% na margem, resultado abaixo da mediana da Reuters, de alta de 0,5%.

Além disso, a pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial 2026 apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39,2% das intenções e votos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 30,2% no primeiro turno. Em um segundo turno, o atual presidente venceria o senador por 44,9% a 40,2%.

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Na pesquisa, foram consultados 2.002 eleitores presencialmente entre a última quarta-feira (8) e domingo (12). A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com índice de confiança de 95% e a pesquisa tem o registro BR-02847/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na avaliação do analista de investimentos da Nomad, Bruno Shahini, a combinação de dólar globalmente mais fraco, carry trade elevado e fluxo estrangeiro positivo sustentou a apreciação do real, ainda que o movimento exija cautela e seja passível de reversões.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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