Mercados

Ibovespa fecha em queda pelo 4º dia consecutivo e acumula tombo de 7% em maio

29 maio 2026, 17:31 - atualizado em 29 maio 2026, 17:35
ibovespa queda
(Imagem: Deposit Photos)

O Ibovespa (IBOV) engatou a quarta sessão consecutiva de perdas com aumento da aversão ao risco doméstico e pressão das blue chips.

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Nesta sexta-feira (29), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com recuo de 0,73%, aos 173.787,49 pontos.

O índice também acumulou baixa de 1,38% e completou sete semanas consecutivas de perdas, a maior sequência desde o período entre abril e maio de 2004.

No mês, o principal índice da bolsa brasileira caiu 7,23%, pior desempenho mensal desde fevereiro de 2023, quando o IBOV caiu 7,49%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0429, com alta de 0,22%. Na semana, o dólar avançou 0,29%. Já em maio, a divisa norte-americana teve valorização de 1,82%.

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Por aqui, a classificação das facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando Capital (PCC) como ‘ organizações terroristas’ pelos Estados Unidos injetou uma parcela de risco no mercado doméstico, dada a insegurança jurídica que a ação traz e a possíveis impactos ao mercado financeiro brasileiro.

Altas e quedas do Ibovespa

As blue chips pressionaram o Ibovespa mais uma vez.

Em destaque, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, acompanhou a nova queda dos preços do petróleo no mercado internacional, em meio a expectativas de uma resolução do conflito no Oriente Médio.

PETR3 terminou o dia com baixa de 0,21% (R$ 47,44) e PETR4 registrou recuo de 1,20% (R$ 42,00) – figurando como a ação mais negociada da B3 com cerca de 63,7 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,6 bilhão.

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Vale (VALE3), outro peso-pesado que detém 11% de participação do índice, interrompeu a sequência de ganhos e fechou com baixa de 1,36% (R$ 82,82), na contramão do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com ganho de 0,45%, a 783,50 yuans (US$ 115,56) a tonelada.

Os bancos também operaram, em parte, em tom negativo com o mercado avaliando os potenciais riscos de sanções financeiras com a nova medida dos EUA. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,19%.

A ponta negativa do Ibovespa, porém, foi liderada por Minerva (BEEF3), com queda de 7,05% (R$ 3,69). Já a ponta positiva foi encabeçada por Totvs (TOTS3), com alta de 4,16% (R$ 33,07).

Exterior

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em recordes em meio ao otimismo das negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,74%, aos 51.043,55 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
  • S&P 500: +0,22%, aos 7.580,12 pontos – no maior nível de fechamento histórico;
  • Nasdaq: +0,91%, aos 26.972,62 pontos – no maior nível de fechamento histórico.

Na Europa, os índices fecharam em sem direção única. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com ligeira alta de 0,14%, aos 626 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o pregão em tom positivo. O índice de Nikkei, do Japão, subiu 2,53%, aos 66.329,50 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 0,70%, aos 25.182,39 pontos.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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