Dólar sobe 2,7% e tem 2ª semana mais forte com eleições e fiscal
O dólar à vista pela quinta sessão consecutiva avançou ante o real com os investidores ainda digerindo os riscos eleitorais e fiscais, além do anúncio de abertura do processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos.
Nesta sexta-feira (14), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,2199, em alta de 0,52%. Na máxima, a moeda alcançou os R$ 5,2490 (+1,08%).
Na semana, a divisa acumulou alta de 2,67%., com o desempenho menor apenas do que a alta de 3,54% em maio, na semana do ‘Flávio Day 2.0’.
Na contramão, por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava em baixa de 0,31%, aos 99,951 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
A abertura do processo de reciprocidade pelo governo brasileiro em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, anunciada na noite de quinta-feira (13), trouxe mais um fator de cautela para o mercado de câmbio na sessão de hoje.
Além disso, os riscos eleitorais e fiscais seguem no radar do mercado de câmbio, seguindo a leitura de que é difícil ter um ajuste crível nas contas públicas no próximo governo.
Após o fechamento do mercado, sai a nova pesquisa Quaest, encomendada pelo Grupo Globo, de cenário eleitoral para a disputa à Presidência em 2026.
Na avaliação do economista-chefe do Banco Bmg, Flavio Serrano, o real continua sofrendo com o movimento de aversão a risco nos mercados domésticos.
“O movimento diverge das demais moedas, que se fortalecem contra o dólar. Nos últimos dias, os dados mais fracos de atividade e inflação levaram o mercado a reduzir as apostas de juros nos EUA em 2026, o que explica o movimento de dólar mais fraco no âmbito global”, detalha.
Por aqui, porém, as preocupações com o fiscal estão por trás do movimento descorrelacionado com as demais moedas, afirma Serrano.
Receba gratuitamente as newsletters do Money Times