Dólar

Dólar cai a R$ 5,14 com leilões do BC e apetite por risco

22 jun 2026, 17:02 - atualizado em 22 jun 2026, 17:08
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(Imagem: Nelson_A_Ishikawa/Getty Images)

O dólar à vista perdeu força com a realizações de leilões pelo Banco Central, a entrada de fluxo estrangeiro na bolsa, além da correção do câmbio após a valorização de 2,04% da divisa norte-americana em relação ao real na última semana.

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Nesta segunda-feira (22), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1415, com queda de 0,45%.



O dólar foi na contramão do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,21%, aos 101,054 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

O mercado de câmbio acompanhou os leilões do Banco Central (BC) e a entrada de fluxo estrangeiro impulsionada pelo apetite por risco.

Nesta manhã, o BC vendeu em dois leilões simultâneos US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso. As duas operações simultâneas são conhecidas como “casadão” pelos investidores e visam oferecer liquidez ao mercado.

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Além disso, o apetite por risco impulsionou a bolsa brasileira na sessão de hoje, com ações “peso-pesado” se destacando entre as altas.

Cenário geopolítico

Lá fora, investidores reagiram ao cenário geopolítico, com foco para o confronto entre EUA, Israel e Irã.

De acordo com mediadores do Paquistão e Catar, EUA e Irã concordaram com um roteiro para um acordo permanente a ser alcançado em até 60 dias durante as negociações no resort de montanha suíço de Buergenstock, de propriedade do Catar.

Já o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que as negociações com autoridades iranianas na Suíça estabeleceram uma “boa base” para um acordo de paz definitivo, apesar das tensões em torno do Estreito de Ormuz e do Líbano.

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Na sequência das negociações, o Tesouro dos EUA liberaram a produção, entrega e venda de petróleo bruto, produtos petroquímicos e petrolíferos de origem iraniana, o que contribuiu para a queda nas cotações da commodity no mercado internacional.

Além disso, tanto Vance quanto o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã vai concordar em se submeter a inspeções de armas para garantir a “honestidade nuclear”, possivelmente ainda nesta semana.

No entanto, a agência iraniana Tasnim reportou que não houve uma confirmação quanto a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e afirmou que a retomada das fiscalizações deveria fazer parte de um acordo final entre os países.

*Com informações de Reuters

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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