Dólar cai a R$ 5,14 com alívio nos Treasuries e Ormuz no radar
O dólar à vista perdeu força ante o real de olho nos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, e o acordo para abrir um corredor temporário no Estreito de Ormuz. As notícias impulsionaram o apetite a risco entre os investidores.
Nesta terça-feira (25), a divisa encerrou o dia com queda de 0,25%, a R$ 5,1404, no mercado à vista.
O movimento local foi puxado pelo enfraquecimento do dólar global, diante do alívio dos Treasuries. Por volta de 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara a moeda a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, caía 0,06%, aos 98.944 pontos.
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O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio seguiu atento às notícias do Oriente Médio, com as notícias de que o Irã e Omã discutiram nesta terça-feira uma proposta para estabelecer uma rota marítima conjunta temporária através do Estreito de Ormuz, bem como uma missão para remover minas da hidrovia.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr bin Hamad Albusaidi, disse estar esperançoso de que um corredor em Ormuz e “medidas práticas para restabelecer a segurança de navegação” sejam anunciados em breve.
Ele descreveu as conversas com o principal diplomata do Irã, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, como construtivas.
Diante da notícia, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro operava em queda de 3,61%, a US$ 87,27 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Instantes após o acordo, o barril bateu a mínima a US$ 86,81.
De acordo com a estrategista de ações da Nomad Rebecca Nossig, o recuo do dólar na sessão de hoje reflete o fluxo positivo de capital que ajudou a sustentar as grandes empresas na bolsa.
“Com a bolsa resistindo às pressões de baixa e a moeda norte-americana cedendo, o mercado demonstra fôlego para buscar oportunidades domésticas, embora a cautela natural siga no radar a cada nova manchete internacional e a cada atualização sobre o nosso cenário fiscal”, avalia Nossig.
*Com informações de Estadão Conteúdo