Dólar sobe a R$ 5,17 com incertezas no Oriente Médio e baixa liquidez
O dólar ganhou força ante o real diante das incertezas no Oriente Médio e da liquidez reduzida em dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.
Nesta segunda-feira (29), o dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1743, com alta de 0,13%.
O dólar destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,27%, aos 101,095 pontos.
O que mexeu com o dólar hoje?
O mercado de câmbio acompanhou os desdobramentos no Oriente Médio, com informações contraditórias do Irã e dos Estados Unidos sobre um encontro em Doha, no Catar, para continuar as negociações.
Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma reunião com o Irã será realizada na terça-feira (30) em Doha, a capital do Catar, sem fornecer mais detalhes sobre o encontro. “O Irã solicitou uma reunião. Ela ocorrerá amanhã em Doha”, escreveu.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que Steve Witkoff e Jared Kushner estarão presentes na reunião com o Irã em Doha.
No entanto, em comunicado divulgado hoje, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há negociações agendadas entre o Irã e os Estados Unidos para os próximos dias.
Ele acrescentou que uma delegação técnica iraniana visitará o Catar nesta semana, mas que isso não tem relação com a visita de autoridades norte-americanas ao país.
Além disso, com o menor volume de negócios, a moeda tende a apresentar movimentos mais intensos.
Os contratos futuros do petróleo Brent para setembro, referência no mercado internacional, fecharam com avanço de 1,80%, a US$ 73,91, negociados na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres.
Por aqui, os economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Boletim Focus interromperam as elevações na projeção para a inflação após 15 semanas consecutivas de alta. No levantamento de hoje, a mediana para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 foi mantida em 5,33%.
O cenário para a trajetória dos juros também seguiu inalterada, com a mediana indicando taxa Selic em 14% no fim de 2026.
Em pesquisa de cenário eleitoral BTG Pactual/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% em um eventual segundo turno. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro cresceu 1 ponto porcentual ante os 43% último levantamento, divulgado em 15 de junho. Já o presidente recuou 2 pontos porcentuais em relação aos 49% da pesquisa anterior.
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Já o resultado do governo central registrou um déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, em linha com o esperado pelo mercado e pior do que o déficit de R$ 40,249 bilhões no mesmo mês de 2025.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$ 53 bilhões no mês passado.
*Com informações de Estadão Conteúdo