Lula e Flávio Bolsonaro voltam empatar no segundo turno, aponta pesquisa BTG Pactual/Nexus
Na quinta pesquisa BTG Pactual/Nexus para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 44% em um eventual segundo turno. O filho de Jair Bolsonaro cresceu 1 ponto porcentual ante os 43% último levantamento, divulgado em 15 de junho. Já o presidente recuou 2 pontos porcentuais em relação aos 49% da pesquisa anterior.
Com 3 pontos de diferença, ante 6 na pesquisa anterior, ambos voltam a empatar tecnicamente, já que a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo. Neste cenário, nenhum/branco/nulo somariam 8% e 1% estaria indeciso ou não respondeu.
Entre última pesquisa e atual, a Polícia Federal realizou operação para investigar o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A operação apontou o suposto envolvimento do parlamentar com Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Outros cenário de segundo turno
Além do eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa BTG Pactual/Nexus traçou outros três cenários com embates do presidente e os ex-governadores e pré-candidatos Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), além de Renan Santos (Missão).
Contra Caiado, Lula teria vantagem de 47% a 39%, ante 48% a 39% de 15 de junho. Em um segundo turno contra o ex-governador mineiro, Lula teria 48% a 38%, ante 49% contra 39% na pesquisa anterior. Se o adversário fosse Renan Santos, o presidente venceria por 48% a 36%, ante 49% a 36%.
Cenários de primeiro turno
A quinta edição da pesquisa BTG Pactual/Nexus repetiu o cenário de primeiro turno com nove pré-candidatos a presidente. Lula lidera com os mesmos 42% no levantamento de 15 de junho e é seguido por Flávio Bolsonaro, que obteve 34% nessa pesquisa de junho, ante 33% no levantamento anterior.
Eles são seguidos por Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4% e Zema com 3%. Joaquim Barbosa (DC), Augusto Cury (Avante), o deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) e Cabo Daciolo (Mobiliza) obtiveram 1% cada.
O total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum dos nomes apresentados foi de 5% e os indecisos ou que não opinaram somaram 3%.
Em um segundo cenário, sem Augusto Cury, Aécio Neves e Cabo Daciolo, Lula obteve os mesmos 42% e Flávio Bolsonaro chegou a 35%. Eles foram seguidos por Renan Santos e Caiado, ambos com 5%, Zema com 3% e Barbosa com 2%. Votos em branco, nulos e os que não votariam em nenhum foram 5% e 3% não responderam ou não souberam responder.
Para 74% dos que mencionaram algum candidato, a decisão de voto está tomada e não mudará, ante 73% há duas semanas. Outros 25%, mesmo porcentual de 15 de junho, poderão mudar e 1% não souberam ou não responderam.
Espontânea e Rejeição
Na pesquisa espontânea, Lula saiu de 36% das intenções de voto no levantamento anterior para 38%. Flávio Bolsonaro, permaneceu em 27% Renan Santos, Zema e Caiado apareciam com 3%, 1% e 1%, respectivamente. Agora, têm 3%, 2% e 1%.
Outros candidatos foram lembrados por um total de 3%. Nesse segundo levantamento de junho, 20% não souberam responder ou não opinaram na pesquisa espontânea, ante 24% em 15 de junho, e o total de brancos, nulos e os que não votariam em nenhum nome foi de 6%.
A rejeição a Lula saiu de 47% para 49% do eleitorado brasileiro. Flávio Bolsonaro saiu de 52% para 51% de rejeição. O potencial de voto de Lula era de 52% e caiu em para 50% e o de Flávio Bolsonaro variou de 45% para 46%.
Avaliação do governo e aprovação do presidente
O levantamento perguntou como o entrevistado avalia o governo do presidente Lula e 18% responderam ótimo (17% há duas semanas), 20% bom (21% na pesquisa passada), e 18% consideraram regular, ante 21% na pesquisa anterior. Outros 9% consideraram o governo ruim, ante 7% no levantamento passado, e 33% como péssimo ante 34% na pesquisa de 15 de junho. Já 1% não respondeu e não soube avaliar.
O trabalho do governo do presidente Lula foi aprovado por 48%, mesmo porcentual de duas semanas atrás, e desaprovado por 48% dos entrevistados, ante 47% na pesquisa anterior. Os que não responderam e não souberam dar uma avaliação foram 4%.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.009 pessoas entre sexta-feira (26) e este domingo (28) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-08521/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).