Carteira Recomendada

Entre privatizações, expansão e fusões: as small caps que seguem no radar do BTG

03 ago 2026, 13:00
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(istock.com/da-kuk)

O BTG Pactual promoveu uma mudança em sua carteira recomendada de small caps para agosto. A principal novidade foi a entrada da OceanPact (OPCT3) no lugar da Marcopolo (POMO4), que deixou o portfólio.

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Os demais ativos foram mantidos: Copasa, Banco Inter, Smart Fit, Sanepar, Orizon, 3tentos, Tenda, Pague Menos e Bemobi.

A carteira é composta por dez ações selecionadas pela equipe de análise e estratégia do banco, com foco em empresas de menor valor de mercado e tendo como referência o índice Small Caps (SMLL).

Segundo o BTG Pactual, a inclusão da OceanPact foi motivada por um cenário considerado favorável para a companhia.

Entre os fatores destacados estão a expectativa de resultados robustos no segundo trimestre de 2026, impulsionados pelos segmentos de Embarcações e Serviços, além da continuidade da aceleração operacional nos próximos trimestres, com o impacto integral da mobilização dos OSVs a partir do terceiro trimestre.

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O banco também apontou como potencial catalisador o julgamento das reivindicações relacionadas à embarcação UP Coral, previsto para agosto, além do avanço da fusão com a CBO, que poderá ser concluída até o fim de agosto ou início de setembro.

Na avaliação da instituição, a tese da OceanPact é sustentada pela reprecificação da frota, pela desalavancagem decorrente da maior geração de caixa e pela opcionalidade ligada às reivindicações da UP Coral.

Enquanto isso, a Marcopolo foi retirada da carteira. O relatório não apresentou justificativas específicas para a exclusão da fabricante de ônibus.

Em julho, a carteira small caps do BTG Pactual registrou queda de 6,6%, desempenho inferior ao Ibovespa, que avançou 3,5%, e ao índice Small Caps (SMLL), que recuou 0,8%. No acumulado de 2026 até julho, a carteira apresenta perda de 6,1%, ante alta de 10,5% do Ibovespa e queda de 5,3% do SMLL.

Outras ações na carteira

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Entre as posições mantidas, o BTG reiterou sua visão positiva para a Copasa após a conclusão do processo de privatização da companhia, que passou a ter a Equatorial como acionista de referência com participação de 30%. O banco destacou o potencial de ganhos com a renegociação dos contratos de concessão e a expectativa de melhorias operacionais.

Para a Sanepar, a instituição continua enxergando uma ação negociada a múltiplos baixos, com potencial de valorização relacionado a ganhos de eficiência operacional e à possibilidade de avanços em direção à privatização. O principal evento para a tese, segundo o BTG, é a disputa pelo governo estadual em 2026.

A Smart Fit também permaneceu no portfólio após apresentar resultados do primeiro trimestre de 2026 acima das expectativas. O banco destacou o avanço da plataforma TotalPass, a escala da companhia na América Latina e o potencial de expansão em um mercado ainda fragmentado.

No varejo farmacêutico, a Pague Menos segue na carteira após a recente oferta de ações, movimento que, de acordo com o BTG, fortaleceu o balanço patrimonial da empresa e abriu espaço para ganhos de produtividade e retomada gradual da expansão.

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Já a 3tentos foi mantida apesar da queda das ações em julho. O banco considera que a correção do mercado foi excessiva diante da revisão de expectativas para o segundo trimestre e segue confiante no potencial de crescimento da companhia, apoiado pela expansão da rede de lojas e da planta de etanol de milho.

A Tenda continua entre as recomendações diante da visão favorável para o segmento de habitação popular após mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida. O BTG também destacou a evolução do processo de reestruturação da companhia e a expectativa de melhora gradual da operação Alea.

No caso do Banco Inter, a manutenção da posição ocorre após a forte queda das ações ao longo do ano. O banco afirma que sua confiança na tese aumentou após eventos recentes com a administração da companhia e ressalta a solidez do balanço e a menor sensibilidade aos juros em comparação com períodos anteriores.

Entre as demais integrantes da carteira, a Bemobi foi mantida devido à combinação de crescimento, rentabilidade e geração de caixa, enquanto a Orizon segue apoiada pela expectativa de conclusão da aquisição da Vital, pelo crescimento no segmento de biometano e pela evolução dos resultados operacionais.

Veja a carteira recomendada de small caps

EmpresaTickerPeso
CopasaCSMG310%
InterINBR3210%
Smart FitSMFT310%
SaneparSAPR1110%
OrizonORVR310%
3tentosTTEN310%
TendaTEND310%
Pague MenosPGMN310%
OceanPactOPCT310%
BemobiBMOB310%
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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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