Comprar ou vender?

Esta ação é uma das preferidas do Santander e pode subir até 31% na bolsa; veja qual

15 abr 2026, 11:02 - atualizado em 15 abr 2026, 11:03
shoppings multiplan (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)
Esta ação é uma das preferidas do Santander e pode subir até 31% na bolsa; veja qual (Imagem: Nigel Jarvis/ istockphoto)

O Santander reiterou a recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações da Multiplan (MULT3), que seguem como a principal escolha (top pick) do banco no setor de shoppings, e elevou levemente o preço-alvo para R$ 45, de R$ 44,80 anteriormente.

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O novo valor implica um potencial de valorização de aproximadamente 31% em relação à cotação do último fechamento (14), de R$ 34,32.

Em relatório, os analistas Fanny Oreng, Matheus Meloni e Luis Wadt apontaram que a atualização incorpora os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), novas premissas macroeconômicas e reuniões recentes com a administração da companhia.

Na avaliação do trio, a empresa, dona de uma rede de 20 shopping centers, continua oferecendo um valuation atrativo”, com os papéis negociando a um múltiplo P/FFO (preço sobre fluxo de caixa ajustado) projetado de 12,6 vezes para os próximos 12 meses, abaixo da média histórica, de 15,4 vezes.



Revisões positivas

Mas para além do desconto das ações, o Santander destaca a resiliência dos resultados da Multiplan, apoiada por um portfólio de shoppings considerados dominantes (premium) em suas regiões, a governança corporativa e a disciplina na alocação de capital.

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Após encontros com a gestão da companhia, a casa ajustou para cima algumas estimativas. A projeção do AFFO (indicador que mede a geração de caixa recorrente) para 2026, por exemplo, foi elevada em 9%, para R$ 1,35 bilhão, refletindo a expectativa de melhora na margem operacional (NOI), recuperação de gastos e maior eficiência na cobrança de aluguéis atrasados.

“As despesas nominais de propriedade por m² da companhia diminuíram 3,3% nos últimos 12 anos, enquanto as despesas gerais e administrativas por m² aumentaram apenas 10,3%. Em termos reais, a redução foi de 62,2% e 56,9%, respectivamente, refletindo a eficiência operacional da Multiplan”, disse o banco.

O Santander também vê espaço para revisões positivas adicionais nas estimativas do mercado em geral, principalmente por conta dos efeitos da reforma tributária sobre o consumo, que ainda não estariam totalmente incorporados nas projeções de parte dos analistas.

“A reforma do IVA tende a favorecer os shoppings dominantes. A administração da Multiplan vê a implementação da reforma considerada mal oportuna, aumentando a complexidade durante um período de fraco crescimento do PIB do país. No entanto, observa que [a reforma] poderá contribuir para o contínuo desempenho superior dos centros comerciais premium em relação a ativos secundários.”

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Expansões no radar

No campo operacional, o Santander espera que a Multiplan avance com novos projetos de expansão em seus shoppings.

Entre os destaques, está a ampliação do BHShopping, em Minas Gerais, além da retomada das obras no JundiaíShopping e no ParkShopping São Caetano, situados em São Paulo.

Com isso, o banco também revisou sua estimativa de investimentos (capex) para 2027 para R$ 536 milhões, alta de 40% em relação à projeção anterior.

“A Multiplan entregou 22 expansões desde o seu IPO, em 2007, e deve adicionar cerca de 50 mil m² de ABL (área bruta locável) entre 2024 e 2026”, disseram os analistas.

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“Olhando para o futuro, estão previstas três expansões adicionais no JundiaíShopping, BH Shopping e Park Shopping São Caetano, que, juntas, poderão acrescentar 30 mil m² de nova ABL.”

Pontos de atenção

Entre os principais riscos para a tese de investimento, o Santander cita uma potencial taxa de desemprego acima do previsto, levando a vendas mais lentas e, consequentemente, a aumentos adicionais de vacância e inadimplência.

O banco também menciona a possibilidade de juros altos pressionando despesas financeiras e aumento de oferta em regiões já saturadas.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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