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Esta ação está “mal precificada” e ainda pode pagar dividendos extraordinários em 2026, segundo CEO

25 maio 2026, 11:00 - atualizado em 25 maio 2026, 11:00
Sérgio Fischer, CEO da Log (Imagem: Divulgação)
Sérgio Fischer, CEO da Log (Imagem: Divulgação)

A Log Commercial (LOGG3), uma das principais desenvolvedoras de galpões logísticos do país, deverá distribuir dividendos extraordinários em 2026, segundo afirmou ao Money Times o diretor-presidente (CEO) da companhia, Sérgio Fischer.

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De acordo com o executivo, a intenção é manter a estratégia adotada nos últimos anos de forte retorno de capital aos investidores, sustentada pelo baixo nível de alavancagem e pela geração de caixa da operação.

Atualmente, a empresa apresenta um dividend yield (DY) de cerca de 16,2%, conforme dados da plataforma Status Invest. Em 2025, o indicador fechou próximo dos 17%.

“No ano passado, lucramos R$ 350 milhões e devolvemos R$ 350 milhões aos acionistas, ou seja, 100% de payout. Já em 2024, foram R$ 220 milhões em proventos e mais R$ 300 milhões em recompra de ações”, disse Fischer.

“Não temos guidance de dividendo para este ano, mas deve ter adicional extraordinário”, acrescentou, destacando que o montante ainda dependerá de fatores como necessidade de investimentos (capex), oportunidades de expansão e reciclagem de ativos.

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“Estamos mantendo aquela política de distribuir pelo menos o mínimo trimestral, de 25%, mas queremos fazer mais”, afirmou.

“O recurso da venda para o Itaú (ITUB4) ainda não entrou. Deve entrar no mês que vem. E, quando isso ocorrer, o balanço ficará ‘super confortável’”, prosseguiu.

Operação com o Itaú (ITUB4)

A transação citada pelo executivo foi divulgada no início de maio, quando a Log firmou um acordo de R$ 1,02 bilhão com o fundo imobiliário Itaú Log CP, gerido pelo Itaú Unibanco Asset Management e administrado pela Intrag DTVM.

A operação envolveu a alienação de 11 empreendimentos logísticos e, de acordo com a companhia, reforçou a estratégia de reciclagem de portfólio.

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Os galpões vendidos somam aproximadamente 332,8 mil metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL) e foram negociados a um preço médio de R$ 3.065 por m².

De acordo com os termos da negociação, 80% do montante, cerca de R$ 816 milhões, serão pagos à Log à vista, enquanto os 20% restantes serão mediante entrega de cotas do próprio fundo imobiliário.

“Ação deveria ter subido mais”

Para além dos dividendos, o CEO afirmou à reportagem estar insatisfeito com o desempenho recente das ações da companhia na bolsa de valores (B3).

Apesar da valorização acumulada nos últimos 12 meses, de quase 20%, o executivo disse que o mercado ainda não precifica adequadamente os fundamentos da empresa.

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“Estamos super insatisfeitos com a questão do papel. Subiu, sim, mas muito menos do que deveria”, afirmou.

“Nós demos 17% de retorno [de dividendos] no ano passado, né? É caixa na mão. Que pessoa física não gostaria de um negócio desse. [A ação] deveria ter andado muito mais, mas aí é trabalho nosso de mostrar tudo o que está sendo feito.”



Pressão de custos

Apesar da valorização no período mais longo, o papel LOGG3 recua aproximadamente 4% em 30 dias, em meio à alta dos custos de construção que segue no radar do mercado imobiliário.

Isso porque o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado) subiu 1,04% em abril e acumula avanço de 6,28% no acumulado de 12 meses.

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Na visão do CEO, porém, a pressão negativa recente sobre as ações está mais ligada ao cenário macroeconômico e à saída de investidores da bolsa do que propriamente à inflação de obras. De fato, o Ibovespa, principal índice da B3, cai 7% em 30 dias.

“Não acho que custo seja um problema para a gente. Estamos mapeando isso e conseguimos repassar o aumento para o cliente mantendo margem”, disse o executivo.

Quanto a esse mesmo assunto, Eudóxio Pontes, diretor da Log, pontuou que a estimativa de aumento nos gastos com construção gira em torno de 7,5% para este ano, com a preocupação maior voltada aos projetos que ainda serão iniciados.

“Nos últimos meses, tivemos uma pressão de custos principalmente por causa da guerra. Mas isso não interferiu nas obras que já estão acima de 50% ou 60% [de execução]”, afirmou.

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“Nossa maior preocupação está nos empreendimentos que vamos iniciar. Fizemos uma previsão, e isso pode gerar um aumento de cerca de 7,5% nos nossos custos. Não é certeza, é previsão, e estamos nos preparando para isso”, acrescentou.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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