Giro do Mercado

Estrangeiros revisam posição no Brasil diante de juros, eleições e fiscal, diz BTG

03 jul 2026, 13:43 - atualizado em 03 jul 2026, 13:43
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Para o CEO da Empiricus Research, Felipe Miranda, neste momento os investidores com foco no longo prazo podem investir nas melhores ações da bolsa pagando pouco (Imagem: Dreamstime/Montagem: Julia Shikota)

Após liderarem as entradas de recursos na Bolsa brasileira ao longo de 2025, os investidores estrangeiros começam a reavaliar suas posições diante do aumento das incertezas externas e dos desafios fiscais domésticos, segundo Bruno Henriques, head de renda variável do BTG Pactual.

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Em junho, dados da B3 mostram que os estrangeiros retiraram R$ 7,78 bilhões da Bolsa, considerando apenas as operações no mercado secundário. Apesar da saída no mês, o saldo acumulado no ano segue positivo em R$ 33,8 bilhões.

Na avaliação de Henriques, o principal fator que sustentou o interesse do capital estrangeiro no Brasil desde o início do ano foi a expectativa de um ciclo relevante de corte de juros. No entanto, a guerra no Oriente Médio e as preocupações com a situação fiscal enfraqueceram essa tese de investimento.

Veja a análise completa no Giro do Mercado

“Após o conflito e por questões internas, principalmente derivadas dos desafios fiscais, isso perdeu força. O investidor estrangeiro tinha em mente catalisadores, que agora foram retirados e o mercado passa a reavaliar sua alocação”, afirmou em entrevista ao Giro do Mercado desta sexta-feira (2).

Com a aproximação do calendário eleitoral, Henriques avalia que os investidores estrangeiros também passarão a acompanhar mais de perto as perspectivas para 2027 e os possíveis rumos da economia brasileira.

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Segundo o analista, uma desaceleração mais intensa da atividade econômica, acompanhada de inflação mais baixa, poderia abrir espaço para expectativas de cortes de juros, embora esse ainda não seja o cenário-base do mercado.

Para os próximos meses, ele acrescenta que o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã deve manter a volatilidade dos mercados em evidência, movimento que tende a se somar ao noticiário eleitoral doméstico.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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