Axia

Estudos para privatização da Eletrobras serão entregues ao governo

28 set 2017, 13:45 - atualizado em 05 nov 2017, 13:54

Nielmar Oliveira – Repórter da Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encaminhará formalmente hoje (28) ao Ministério de Minas e Energia (MME) a proposta de modelagem para a desestatização das distribuidoras do sistema Eletrobras nos estados do Acre, de Alagoas, do Amazonas, Piauí, de Rondônia e Roraima, nas regiões Norte e Nordeste do país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo nota divulgada na noite de ontem (27) pelo BNDES, os estudos foram concluídos no final de setembro “de forma a possibilitar a incorporação da flexibilização tarifária estabelecida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a consequente alteração de minuta do contrato de concessão pelo MME”.

O estudo do modelo para privatização das distribuidoras foi realizado pelo Consórcio Mais Energia B (serviço B), liderado pela PricewaterhouseCoopers Corporate Finance & Recovery e com a participação da PricewaterhouseCoopers Serviços Profissionais, da Siglasul Consultoria e do escritório de advogados Loeser e Portela. Já o estudo para a avaliação de preço (serviço A) contou com a participação da Ceres Inteligência Financeira.

Próxima etapa

A próxima etapa do processo de desestatização das distribuidoras terá início com o encaminhamento, pelo Ministério de Minas e Energia, do estudo de modelagem para a Eletrobrás e para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI, da Secretaria-Geral da Presidência da República).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As empresas envolvidas no processo de desestatização são a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Boa Vista Energia e Amazonas Distribuidora de Energia (Amazonas Energia).

“Após aprovar as condições mínimas de venda, o Conselho do PPI (CPPI) emitirá uma resolução, abrindo caminho para o processo que culminará com o leilão de desestatização das distribuidoras, que também será coordenado pelo BNDES, com apoio do Consórcio Mais Energia B”, diz a nota.

Após a publicação da resolução do CPPI, haverá abertura da sala de informações (data room), que conterá estudos e dados mais detalhados das distribuidoras. Em seguida, serão realizados road-shows nacionais para apresentar o processo aos investidores interessados.

O BNDES informa que, paralelamente, serão realizadas audiências públicas nas capitais dos estados sedes das distribuidoras. Somente depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovar os estudos é que o BNDES publicará o edital de convocação do leilão, que deverá ser realizado na B3 (antiga BM&F Bovespa).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O banco esclareceu que o cronograma para a realização do leilão só será definido a partir da aprovação das condições mínimas de venda pela Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da Eletrobras.

Somente após a convocação da Assembleia Geral Extraordinária da Eletrobras é que os detalhes dos estudos serão conhecidos pelos potenciais investidores, e pelo público de um modo geral, o que poderá ser feito com o acesso dos mesmos ao data room.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar