Wall Street fecha em alta com ações de tecnologia; Dow Jones renova recordes históricos
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (6) em alta, na retomada das negociações após feriado de Independência, na sexta-feira (3). Os ganhos da sessão foram impulsionados pelo setor de tecnologia, com destaque para as ações das companhias de semicondutores.
O Dow Jones atingiu a máxima histórica intradia, aos 53.060,10 pontos.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,29%, aos 53.055,91 pontos – no maior nível nominal histórico;
- S&P 500: +0,72%, aos 7.537,43 pontos;
- Nasdaq: +1,12%, aos 26.121,16 pontos.
Trump toca o sino
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tocou o sino de abertura da Bolsa de Nova York (Nyse) e da Nasdaq nesta segunda-feira, de forma remota, durante um evento no Salão Oval. Para ele, a forte valorização recente dos índices é uma “prova” de que sua agenda econômica está “funcionando”.
Em almoço no Rose Garden Club, o chefe da Casa Branca disse que “não pretende” devolver os sinos de abertura das bolsas. “Gostei dos sinos e não pretendo devolver. Não sei se deveria, mas não pretendo e não irei devolver”, afirmou.
O republicano também deu uma ‘força’ às ações das companhias de tecnologia. Em destaque, as ações da Dell (DELL) fecharam as negociações com alta de 4,43% (US$ 411,80) após Trump pedir para que as pessoas “comprem um Dell”, em entrevista coletiva pela manhã, ao agradecer à empresa pelas doações para as “Trump Accounts” – uma ação do governo americano para contas de investimento com vantagens fiscais para pessoas nos EUA com menos de 18 anos.
Por outro lado, o presidente norte-americano criticou ‘short sellers‘, que são investidores que utilizam a estratégia de vendas a descoberto para lucrar com a queda no preço de ativos financeiros como ações e commodities. Ele ainda afirmou que somente esses investidores não têm aproveitado o bom momento do mercado acionário, enquanto outros bancos e empresas estão “se saindo bem”.
O republicano declarou que “está indo muito bem” com o Irã, mas que não está buscando uma mudança de regime no país persa. “Ou faremos um acordo, ou terminaremos o trabalho”, acrescentou, ao reafirmar que os EUA não deram nenhum dinheiro a Teerã.
Trump também reiterou que o líder da China, Xi Jinping, visitará os Estados Unidos em setembro, provavelmente por volta do dia 24.
De olho na ata
O mercado operou à espera da divulgação da ata da última decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano, prevista para quarta-feira (8).
No mês passado, o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed manteve os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na quarta manutenção consecutiva e em uma decisão unânime.
O destaque da decisão foi a coletiva de imprensa, a primeira de Kevin Warsh no comando do Fed. Durante o pronunciamento, o novo presidente indicou que o BC poderá promover mudanças em sua estratégia de comunicação com o mercado, incluindo a realização de coletivas de imprensa e outros instrumentos de orientação aos investidores.
O mercado mantém a aposta de elevação nos juros pelo Fed em setembro, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, após dados de emprego mais fracos divulgados na semana passada.
Perto do fechamento, a ferramenta indicava 55,3% de chance de o BC norte-americano aumentar as taxas no mês nono do ano. Para a próxima decisão, no fim de julho, a aposta majoritária é de manutenção (74,9%).