Bolsas da Europa têm dia positivo com impasse entre EUA e Irã
Os índices europeus encerraram o pregão desta segunda-feira (11) majoritariamente em alta com o impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, mesmo com a retomada da alta dos preços do petróleo no mercado internacional.
O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve avanço de 0,11%, aos 612,79 pontos.
Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 0,05%, aos 24.350,28 pontos; o CAC 40, de Paris, teve queda de 0,69%, aos 8.056,38 pontos e; o índice FTSE 100, de Londres encerrou em alta de 0,36%, aos 10.269,43 pontos.
O que mexeu com os mercados europeus hoje?
As negociações para um cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã seguem no centro das atenções dos investidores.
Ontem (11), o presidente norte-americano Donald Trump rejeitou a contraproposta do Irã de um acordo de paz.
O país persa respondeu à proposta de acordo da Casa Branca. No documento, Teerã exigiu o fim da guerra em todas as frentes, especialmente no Líbano – onde Israel, aliado dos EUA, está combatendo militantes do Hezbollah apoiados pelo Irã.
Além disso, os iranianos pediram o fim ao bloqueio naval, suspensão das sanções e revogação da proibição imposta pelos EUA à venda de petróleo do país, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.
Trump considerou a proposta ‘inaceitável’.
A sinalização deu suporte aos preços do petróleo, com o Brent mantendo-se acima de US$ 100 o barril – o que levou a ganhos de petrolíferas. A BP, a Shell e a TotalEnergies fecharam em alta de cerca de 1%.
Por outro lado, ações do setor de defesa europeu recuaram: a italiana Leonardo caiu 3,4%, a alemã Rheinmetall cedeu perto de 3% e a sueca Saab teve variação negativa de 2%.
Os Bancos Centrais também continuam ‘preocupados’ com as incertezas geopolíticas. Hoje, a dirigente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) Megan Greene disse que “vale a pena esperar para ver” como a guerra se desdobra e como se propagará pela economia do Reino Unido antes de decidir sobre um possível aumento das taxas de juros.
A Europa, dependente de energia, continua ‘vulnerável’, com os mercados ainda negociando cerca de 4% abaixo dos níveis anteriores à guerra e ficando atrás de seus pares globais que se recuperaram com o otimismo impulsionado pela inteligência artificial.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters