Giro do Mercado

Guerra no Oriente Médio pressiona inflação e juros, mas FIIs ainda têm oportunidades, diz analista da Empiricus

11 maio 2026, 14:47 - atualizado em 11 maio 2026, 14:47

Os resultados corporativos seguem no radar dos investidores, impactando negativamente a bolsa brasileira, com várias decepções ao mercado. A semana se inicia sob tensão após a nova frustração nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No Brasil, o Boletim Focus trouxe novas projeções para inflação e juros, que poem abrir oportunidades para os FIIs.

No Giro do Mercado desta segunda-feira (11), a jornalista Paula Comassetto recebe Caio Araujo, analista da Empiricus Research para apresentar os principais destaques do dia.

Nesta segunda-feira, os economistas elevaram para cima as expectativas de inflação e juros para os próximos dois anos, segundo o Boletim Focus. A expectativa de inflação para 2026 voltou a subir, ainda que levemente: foi de 4,89% para 4,91%. No longo prazo, o mercado ainda vê o Brasil operando acima da meta.

O que chama mais atenção continua sendo os juros. A projeção de Selic continua em 13% para 2026, e, para 2027, houve um ajuste de alta, agora em 11,25%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relação à inflação, Araujo explica que a alta prevista é entendida como um impacto imediato da guerra no Oriente Médio. No setor imobiliário, insumos básicos da cadeia produtiva e de energia sofrem com custos elevados, apontados pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

“Hoje já temos um gargalo de mão de obra, então a tendência é que a mão de obra continue acima da inflação, quando olhamos para o IPCA. Isso é outro ponto de atenção, fazendo com que as construtoras revisem seus orçamentos. Empresas com estrutura de capital mais sensível podem sofrer um pouquinho mais”, afirmou o especialista.

Em relação aos FIIs, o analista afirmou que existem janelas de oportunidades para os investidores, mesmo com a Selic em 13%.

“Os fundos estão conseguindo operar bem. De um lado, você tem o crédito, que pode ter um aumento de rendimento pontual, e de outro os fundos de tijolos que têm um bom desempenho operacional. Neste sentido, também vemos descontos que podem ser capturados”, apontou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso de fundos de tijolos especificamente, o analista completa que na indústria há uma série de descontos em relação ao valor patrimonial. Escritórios, fundos de shopping e fundos de logística são alguns destaques apontados por Araujo.

Na temporada de balanços, os investidores seguem atentos à divulgação dos resultados do BTG Pactual (BPAC11), que apresentou crescimento em diversas linhas e alguns recordes, com destaque para investment banking, corporate lending. A grande expectativa do mercado, ainda hoje, é para os números da Petrobras (PETR4).

Lá fora, Trump disse ontem (10) que a resposta iraniana a uma nova proposta para encerrar a guerra é “inaceitável”.

A declaração foi dada na rede social Truth Social. Segundo o Wall Street Journal, EUA e Irã trabalham em um memorando de entendimento com 14 pontos para tentar encerrar o conflito. Um dos grandes impasses é o programa nuclear iraniano. Os norte-americanos querem congelar por até 20 anos o enriquecimento de urânio no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Com supervisão de Renan Sousa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar